A calvície masculina é um tema que gera muitas dúvidas, principalmente sobre o papel da genética na perda de cabelo. Se você já ouviu que a calvície é herdada apenas do lado materno, saiba que essa é uma meia verdade. A predisposição genética para a alopecia androgenética – nome técnico da calvície hereditária – pode vir tanto do pai quanto da mãe. Mas como essa herança é identificada? Quando ela começa a se manifestar? E quais fatores podem acelerar esse processo? A seguir, respondemos essas questões.
Genética Paterna e Materna: De Onde Vem a Calvície?
Durante muito tempo, acreditava-se que a calvície era herdada exclusivamente pelo lado materno, mais especificamente pelo cromossomo X, transmitido da mãe para os filhos homens. Isso ocorre porque um dos genes mais associados à calvície, o AR (receptor de andrógenos), está localizado nesse cromossomo e influencia a sensibilidade dos folículos capilares à testosterona.
No entanto, pesquisas mais recentes mostram que a herança genética da calvície é poligênica, ou seja, envolve múltiplos genes de ambos os lados da família. Isso significa que, se há histórico de calvície no pai ou na mãe, as chances de desenvolvê-la aumentam consideravelmente. Portanto, observar os padrões de calvície na família pode dar uma boa ideia do que esperar.
Como Identificar a Predisposição Genética?
A predisposição genética para a calvície pode ser identificada de algumas formas:
- Histórico familiar: Se parentes próximos, como pai, avô materno ou avô paterno, tiveram calvície precoce, há grandes chances de o gene estar presente.
- Testes genéticos: Atualmente, exames genéticos podem indicar a predisposição à calvície, analisando os genes envolvidos na sensibilidade à dihidrotestosterona (DHT), o hormônio responsável pelo afinamento e queda dos fios.
- Mudanças no padrão capilar: O afinamento dos fios, especialmente na região das entradas e coroa, é um indicativo precoce da alopecia androgenética.
Com Que Idade a Calvície Começa a Se Manifestar?
A calvície genética pode começar a se manifestar a partir dos 18 a 25 anos, sendo que em alguns casos mais severos, os primeiros sinais aparecem ainda na adolescência. O padrão de queda segue uma progressão previsível, inicialmente com o recuo das entradas e afinamento no topo da cabeça. Se não houver intervenção, a perda capilar pode avançar ao longo das décadas.
Fatores Que Podem Agravar a Calvície Genética
Embora a genética seja o principal fator, alguns hábitos e condições podem acelerar ou intensificar a perda capilar:
- Estresse crônico: O estresse excessivo pode aumentar a liberação de cortisol, afetando o ciclo de crescimento capilar e agravando a queda.
- Deficiências nutricionais: A falta de ferro, zinco, vitamina D e proteínas pode comprometer a saúde dos fios.
- Uso excessivo de bonés e capacetes: Embora não cause calvície, o uso prolongado sem ventilação adequada pode enfraquecer o couro cabeludo e aumentar a queda temporária.
- Uso de anabolizantes: Esteroides aumentam os níveis de DHT, acelerando a miniaturização dos fios.
- Doenças autoimunes e distúrbios hormonais: Problemas como disfunções na tireoide podem intensificar a queda capilar.
A calvície genética é um fenômeno complexo, influenciado tanto pelos genes maternos quanto paternos. Embora o fator hereditário seja predominante, o estilo de vida e outros fatores podem acelerar esse processo. Para quem deseja retardar ou minimizar os efeitos da calvície, buscar acompanhamento dermatológico e investir em tratamentos precoces pode fazer toda a diferença. Afinal, entender a genética é o primeiro passo para adotar estratégias eficazes na preservação dos fios.