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No final de 2019 as cartas do jogo começaram a ser dadas de forma diferente. Estamos passando por diversas mudanças. Nunca se falou tanto em sustentabilidade. O veganismo virou a palavra de ordem. Novos conceitos como “slow fashion” surgiram. Novos eventos como o Fashion Revolution e o Eco Fashion Week ganharam papel de destaque.

O Planeta pedia Socorro a tempos e, graças à Deus, os mais variados setores da sociedade estão atendendo aos pedidos. Algumas marcas já estão nascendo com esse propósito, outras se readequando e trilhando o mesmo caminho.

No setor de beleza, perfumaria e cosméticos surgiu um novo conceito, que deve permear o setor daqui em diante. CLEAN BEAUTY esse é conceito do momento.

Mas o que seria exatamente isso? Da tradução livre seria “beleza limpa” que quer dizer, nada menos, que produzir cosméticos, produtos de beleza e perfumaria com ingredientes selecionados, com procedência, naturais, sem poluição, com pouco uso de água, não tóxico, sem parabenos, sulfatos ou silicone, e, pode ser também natural/orgânico e vegano.

Percebam que toda essa revolução na produção vem de baixo para cima, ou seja, do consumidor para as empresas. Porém, a imensa e esmagadora maioria embora exija a procedência do produto que consome, bem como qualidade e redução de impactos ambientais, não sabe diferenciar conceitos ainda novos como natural, orgânico e vegano.

E é óbvio que tem muita gente se valendo dessa ignorância para vender gato por lebre, ou não atender aos padrões para se adequar a um desses termos. Mas o principal já foi feito. O termo está ai, bem ou mal já estão utilizando e com o tempo as regras ficarão menos flexíveis e a fiscalização mais rigorosa.

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Por questões de afinidade e sobrevivência no jogo pequenas marcas já nasceram incorporando de fato conceitos e trazendo como base conceitos como esse. Outras, porém, superpotências do setor como Unilever e Shiseido, até então pautadas apenas pelo branding, já estão tratando de se adaptar para poderem competir de igual para igual com essas novas marcas.

As pequenas marcas de fundo de quintal, que ganharam relevância com a era do Instagram, se preocupavam desde a matéria-prima até a embalagem. Por falar em embalagem, vocês já reparam que muitos produtos vinham envoltos de muita embalagem. Por exemplo, além da sacola (geralmente de plástico), ainda tinha um papel de seda, o produto era lacrado com plástico e, ainda, a sacola fechada por um ou mais laços dando a sensação de um produto especial? Mas para quê tudo isso mesmo? Só para ir parar tudo nos aterros sanitários. Conscientização que urra né?

A Natura, por exemplo, sempre foi precursora no uso de refis e já há no mercado embalagens ecológicas (óbvio bem mais caras), mas ecologicamente conscientes.

“Ser clean e natural hoje não é mais um diferencial, é a grande aposta para se manter no mercado hoje”, diz a Forbes o consultor Rich Gersten, da Tengram Capital. “Provavelmente, daqui uns cinco anos, se você não tiver essas qualidades, você não estará nas prateleiras.”

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Clean Beauty o termo a ser olhado e seguido a partir de agora. Lei de Darwin no planeta beleza. Só terá poder de competição e sobrevivência no mercado quem se adequar. E já que o momento é de mudança, compete a nós consumidores estarmos atentos ao momento que nos cerca, buscando não só entender os conceitos, mas também exigir nas prateleiras que os ingredientes de cada produto tenha total procedência e seja o menos impactante ao meio ambiente.






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Escrito por Diogo Rufino Machado
Ariano. Apaixonado por moda masculina e música eletrônica. Advogado. Jornalista de moda e blogueiro nas horas vagas.