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Como parar de roer as unhas

Roer unhas parece um hábito inofensivo para muita gente. Em momentos de ansiedade, estresse, tédio, nervosismo ou até concentração intensa, as mãos vão automaticamente até a boca sem que a pessoa perceba. O problema é que aquilo que parece apenas um costume pode trazer impactos importantes para a saúde das unhas, da pele ao redor dos dedos, da boca e até do organismo como um todo.

Entre homens, o hábito costuma ser subestimado. Muitas pessoas convivem durante anos com unhas roídas, machucados constantes e desconfortos sem imaginar que esse comportamento tem nome, consequências reais e, principalmente, solução. Entender o papel das unhas e os danos causados pela onicofagia – termo técnico usado para o hábito de roer unhas – é o primeiro passo para abandonar esse padrão.

Afinal, o que são as unhas?

As unhas são estruturas compostas principalmente por queratina, uma proteína resistente também presente nos cabelos e na camada mais superficial da pele. Elas são produzidas pela matriz ungueal, região localizada na base das unhas, responsável pelo crescimento contínuo.

Muito além da estética, as unhas possuem funções importantes para o organismo masculino.

Entre elas estão:

  • Proteger a ponta dos dedos contra impactos e pequenos traumas.
  • Aumentar a sensibilidade tátil, ajudando na percepção de objetos.
  • Auxiliar na precisão dos movimentos das mãos.
  • Facilitar atividades do dia a dia, como abrir embalagens, segurar pequenos objetos e digitar.
  • Funcionar como uma barreira protetora contra agentes externos.

Quando as unhas são constantemente danificadas, essas funções podem ser comprometidas.

O que roer unhas causa nas próprias unhas?

O hábito repetitivo provoca agressões mecânicas constantes. Quanto maior a frequência, maiores tendem a ser os prejuízos.

Os danos mais comuns incluem:

Unhas deformadas

Roer continuamente pode machucar a matriz ungueal. Com isso, algumas pessoas passam a desenvolver unhas com ondulações, crescimento irregular ou deformidades permanentes.

Enfraquecimento da estrutura

As unhas ficam mais finas, frágeis e quebradiças. Muitas vezes passam a descamar com facilidade.

Crescimento prejudicado

O trauma constante interfere no ciclo natural de crescimento, fazendo com que as unhas pareçam nunca crescer adequadamente.

Pele ao redor machucada

A pessoa não costuma roer apenas a unha. Frequentemente também agride a cutícula e a pele próxima aos dedos, favorecendo cortes e inflamações.

Maior risco de infecções

Pequenas lesões criam portas de entrada para fungos, bactérias e outros micro-organismos.

O que os cortes ao redor das unhas podem causar?

Muita gente não percebe que aqueles “machucadinhos” próximos às unhas podem se tornar um problema maior.

Os cortes e feridas podem favorecer:

Paroníquia (inflamação ao redor da unha): a região fica dolorida, vermelha, inchada e pode formar pus.

Infecções bacterianas: bactérias presentes nas mãos e na boca encontram um ambiente favorável para se proliferar.

Maior risco de fungos: a barreira natural de proteção da pele fica comprometida.

Dor e sensibilidade constantes: tarefas simples podem se tornar desconfortáveis.

Pequenos sangramentos recorrentes: que aumentam ainda mais o risco de contaminações.

Como isso afeta o organismo como um todo?

Roer unhas não impacta apenas os dedos. O hábito pode gerar consequências mais amplas.

Aumento da exposição a germes

As mãos entram em contato diariamente com celulares, teclados, dinheiro, maçanetas, academia, transporte público e inúmeros objetos contaminados. Ao levar as unhas à boca repetidamente, existe maior chance de transportar micro-organismos para o organismo.

Problemas gastrointestinais

Vírus, bactérias e sujeiras presentes sob as unhas podem alcançar o sistema digestivo.

Impactos na saúde bucal

O hábito pode favorecer desgaste dentário, pequenas fraturas nos dentes, sensibilidade dental e sobrecarga na articulação da mandíbula.

Dor na mandíbula

Algumas pessoas desenvolvem tensão muscular devido ao movimento repetitivo.

Relação com ansiedade e estresse

Em muitos casos, roer unhas funciona como um comportamento automático ligado ao estado emocional. Por isso, tratar apenas a consequência sem olhar para a causa costuma trazer resultados limitados.

Como parar de roer unhas: soluções práticas que funcionam

Abandonar esse hábito exige constância. Não existe fórmula mágica, mas algumas estratégias podem ajudar bastante.

Mantenha as unhas curtas

Unhas menores reduzem o impulso automático de roer e diminuem a “recompensa” do hábito.

Identifique os gatilhos

Perceba quando o comportamento aparece mais:

  • Estresse
  • Ansiedade
  • Trabalho
  • Estudos
  • Trânsito
  • Assistindo televisão
  • Uso do computador

Mapear o padrão ajuda a interrompê-lo.

Substitua o comportamento

Quando surgir vontade de roer:

  • Aperte uma bolinha antiestresse.
  • Use um anel giratório.
  • Mexa em um objeto pequeno.
  • Cruze os braços por alguns segundos.
  • Tome água.

O cérebro costuma responder melhor quando existe substituição do hábito.

Hidrate unhas e cutículas

Cutículas ressecadas e “pelinhas” soltas aumentam o impulso de puxar e roer.

Faça manutenção das unhas

Deixar as unhas limpas e cuidadas costuma aumentar a motivação para preservá-las.

Use bases com gosto amargo

Existem produtos específicos desenvolvidos para desencorajar o hábito. O sabor desagradável funciona como um alerta imediato.

Reduza o estresse

Atividade física, sono adequado, exercícios respiratórios e momentos de lazer podem ajudar a diminuir comportamentos automáticos ligados à ansiedade.

Considere apoio psicológico se necessário

Quando roer unhas se torna algo intenso, persistente e difícil de controlar, pode haver relação com ansiedade importante, estresse crônico ou comportamentos repetitivos que merecem atenção profissional.

Pequenos avanços importam

Parar de roer unhas raramente acontece do dia para a noite. O mais comum é evoluir gradualmente: um dia sem roer, depois dois, depois uma semana. O importante não é buscar perfeição imediata, mas construir consistência.

Unhas mais fortes, dedos sem machucados, menor risco de infecções e uma relação mais saudável com o próprio corpo são benefícios que começam a aparecer quando o hábito deixa de comandar o dia a dia.

Ariano. Apaixonado por moda masculina e música eletrônica. Advogado. Jornalista de moda e blogueiro nas horas vagas.

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