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A moda está em crise e não é de hoje. As previsões já não eram das melhores para o ano de 2020. Nós já vínhamos numa enorme descendente. As contas não fechavam. Os estoques sobravam. As marcas já não tinham mais o que inventar. Estilistas pediam demissão. A cadeia frenética da moda estava em colapso. Mas por pior que estivesse as projeções ainda eram positivas para 2020. Até que veio a COVID-19. Um minuto de silêncio… Um ano e nada mudou. Muito pelo contrário, aqui as coisas se agravaram.

Tivemos uma queda de 25 % no setor de vendas da indústria têxtil nacional e segundo a mesma fonte, a veja abril, as Lojas Renner e Mariza suspenderam o recebimento de insumos para fabricação de novas peças porque as vendas não estão acontecendo e os estoques só estão aumentando.

O que esperar da moda para 2021? Cottagecore, Athflow, Loungewear… São todas as tendências momentâneas e que convergem para uma só coisa: menos é mais na moda. Por ora, esse é nosso novo pai nosso. Tá sempre ouvimos que menos é mais e não é de hoje. Estamos falando de peças básicas, looks enxutos e cores neutras? Também.

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Mas o menos é mais na moda masculina tem outro significado muito mais importante. Menos consumo (menos peças), mais durabilidade, mais reaproveitamento das peças e mais busca por sustentabilidade.
As pessoas dentro de casa não têm aquela necessidade de ficar comprando roupas (isso é óbvio). Além disso, estamos prezamos por conforto (basta olhar para as novas estéticas acima) e, os consumidores aceleram alguns processos (que por sinal já existiam), entre eles: os caras passaram a prezar por peças que durassem mais e que pudessem ser reaproveitadas. Eles tiveram tempo para ver de onde vêm, como são fabricadas e se são sustentáveis as peças que usam. Nunca se falou tanto em reaproveitamento, transparência e qualidade.

As fast fashions que se cuidem, os consumidores estão mudando e a forma de consumir também. Os consumidores querem algo que dure e que tenha qualidade. Na situação em que estamos, sem eventos, sem poder sair e no máximo no sofá, não tem porque investir em peças muito diferenciadas, modinhas ou ficar gastando dinheiro com roupa nova. Quanto mais puder usar a mesma roupa e ela vai durar muito, melhor.

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Isso é tendência geral de moda, mas como o homem é menos consumista. Já gasta menos com roupa que as mulheres. O buraco afunda ainda mais. E, por isso, a indústria vai ter que se mexer, ou melhor, está se mexendo. Nós já prevíamos que o futuro seria a reciclagem, o upcycling e que reinariam os brechós. A Pandemia só acelerou tudo isso. E as grandes marcas já estão se adaptando né. Nike e Adidas têm cada vez mais se pautado por sustentabilidade.

O menos é mais que pautou nossa pauta é exclusividade do público masculino? Óbvio que não. O consumidor mudou. Os tempos são outros. Todo mundo consumidor mudou? Mentiraaa. Ninguém muda da noite para o dia. Muitos vão continuar nem aí para nada e comprando muito. Estamos falando da geração Z. Muito mais comprometida e engajada. Segundo pesquisas as novas gerações prezam muito mais pelo que consomem, se os produtos são veganos, sustentáveis, recicláveis, amigos do meio ambiente e cheios desses novos selos de transparência.

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Se você é marca, fornecedor ou lojista é bom se atentar. O futuro chegou!






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Escrito por Diogo Rufino Machado
Ariano. Apaixonado por moda masculina e música eletrônica. Advogado. Jornalista de moda e blogueiro nas horas vagas.