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Começo de ano. Todo mundo muito otimista. Planos, metas e desejos. Quem não espera que o ano posterior seja melhor que o anterior?

Pois é, mas as previsões para 2020 não são das melhores, pelo menos para a moda. Ao contrário do ano que se findou, esse ano espera-se um recesso para a moda mundial.

Rostos pálidos, muita ansiedade e pouco otimismo, haja passiflora para acalmar os ânimos. Assim se desenha o panorama da moda mundial.

Pois é, os líderes globais sêniores já possuem a certeza de que a moda terá um recesso de crescimento entre 3 a 4 %. Esses são dados levantados por um dos maiores sites de negócios de moda do Mundo, o Business Of Fashion.

Nada bem, esse é o panorama da moda em 2020 e para piorar a situação paira no ar esse clima de incerteza e insegurança, ou seja, os investidores vão dar uma fugidinha da cadeia têxtil ou vão olhar com desconfiança.

A indústria sempre passou e passará por mudanças, mas agora estão cada vez mais ágeis e voláteis, e, quem entrar na dança mais rápido, ganha o jogo. A regra sempre foi essa. Sempre tem gente vendendo lenço com a desgraça alheia e lucrando com isso. Isso significa que, mesmo em tempos de recessão, aqueles 20 primeiros grupos da moda vão continuar lucrando e comendo a maior parte da fatia do bolo.

O que fazer então para sobreviver a essa maré ruim?

De modo um geral, especialistas já traçaram o caminho a ser seguido. Riscos sempre existirão e o que deve ser feito é criar um panorama para minimizá-los. Entre eles temos algumas sugestões trazidas por especialistas e que vamos repassar de uma forma sucinta aqui:

Todo cuidado é pouco!

Trabalhar com o pé no chão, incluindo o panorama geopolítico mundial é essencial. A ameaça de uma terceira guerra. A possibilidade de alta no petróleo. Sanções econômicas. Sem contar os indicadores de recessão criam um panorama desfavorável à economia e à moda.

Saindo um pouco da China.

O caminho tem sido a China, que não decepciona nunca, e tem dado retorno aos seus investidores. Só que agora o leque começa a se abrir e o Sudeste Asiático, índia, Oriente Médio e Rússia têm se tornado novos polos dentro da moda. É óbvio que só a produção nesses polos não basta.

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Novos canais de marketing.

A melhor comunicação com o consumidor é outro requisito super cotado entre líderes mundiais. Otimizar redes, oferecer experiências e interagir mais por meio dos canais escolhidos pelo consumidor são algumas das ferramentas que se deve ter como prioridade no ano que se inicia. Fala o que o cliente quer ouvir!

Olhares locais.

Sabe aquela onda de startups? Então, esse é o modelo a se seguir. Coleções cápsulas, lojas menores e com prazo válido de duração.

Elas atingem um público definido e local. Geram menos despesas e são atreladas a experiências.

O meio ambiente agradece.

A moda tem se posicionado favoravelmente ao meio ambiente, porém compromete-se pouco. Deveria fazer mais, bem mais. Gasta mais energia que deve, polui por bosta, não hesita em desperdiçar e está na hora de se comprometer de verdade.

O quê a moda fez pela Amazônia e pela Austrália? Pouco né.

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A mudança está nos materiais. 

Pouco se tem falado em mudança no produto final, a não ser quando a questão vem dos materiais.

Cada vez mais funcionais, tecnológicos e esteticamente mais bonitos. A busca por inovação em fibras e tecidos é um dos caminhos.

Palavra de ordem: inclusão.

Gordo, magro, preto, branco, gay, trans… A palavra de ordem é incluir cada vez mais diferenças. Abraçar todo mundo. Funcionários e consumidores clamam cada vez mais por isso. Aliás, o panorama do mundo atual clama.

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A concorrência (des)leal da Ásia.

Num passado não tão remoto os produtos chineses eram ruins se comparados aos do ocidente. Hoje são tão bons quanto e ainda com preços muito mais baixos .

É de se espantar o que tem no Ali Express por preços que são aviltantes. Como os olhos puxados produzem tanto, tão barato e nessa qualidade? Está ai um desafio mundial superar essas questões de fronteira que se resumem em pirataria, plágio e réplicas perfeitas.

Desenhamos perspectivas nada favoráveis para a moda. Porém, tentemos ser otimistas e ao mesmo tempo realistas. A coisa não anda nada boa para indústria têxtil e aqueles que ainda não souberem jogar o jogo e se adaptar vão dançar direitinho.

Estamos apenas em janeiro, muita coisa pode mudar. Mas o traçado principal já foi desenhado. Sentar e chorar não resolve. O jeito é ser criativo e ouvir o conselho de quem entende, afinal há uma grande pesquisa de mercado antes de eles emitirem qualquer opinião. Vem 2020 e com ele novos desafios a serem enfrentados. Mas estamos aqui para isso. LUTA!






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Escrito por Diogo Rufino Machado
Ariano. Apaixonado por moda masculina e música eletrônica. Advogado. Jornalista de moda e blogueiro nas horas vagas.