Um passeio por sites e blogs de street style pelo mundo e a gente já consegue identificar algumas tendências que, uma hora ou outra, chegam aqui. Passeando pelo shopping esse final de semana, vi a quantidade absurda de estampas étnicas em absolutamente todas as lojas por onde passei (das fast-fashions às mais grifadas). E há quanto tempo a gente não vem falando de estampa étnica? Demorou, mas finalmente está aí para quem quiser usar, consciente ou inconscientemente. Usei o padrão étnico como exemplo para entrar num tema novo na moda masculina e que, sim, pode demorar 6 meses ou 1 ano, mas uma hora ela pinta por aqui e você já vai saber do que se trata. Então guarde essa informação.

Trata-se do uso de símbolos místicos nas estampas. Uso de elementos da espiritualidade, símbolos enigmáticos e misteriosos. Mais que isso, são organizados em combinações simétricas e estampados em t-shirts em tons escuros, basicamente o preto, dando assim, contraste à estampa.

Dior Homme apostou num mood minimalista focando no uso de apenas um símbolo

Extremo conceitual, o desfile da Londrina KTZ, abusou do uso símbolos na última temporada. A aposta é para o verão 2014 deles, que corresponde ao nosso 14/15.

De onde vem?

É difícil dizer dizer de onde uma tendência vem diretamente, uma vez que é a soma de fatores sociais e mercadológicos (como a quantidade de determinada cor em estoque, ou a falta de alguma matéria prima que leva a cadeia têxtil optar por outra, etc), mas toda tendência evolui dando continuidade de uma outra maneira. Quem se lembra do Galaxy Print? Ele ainda está bem em alta por aqui, mas em outros países ele já ficou um pouco ultrapassado. O uso de imagens de galáxia, planetas, universos, acredito eu, tem evoluído para um certo misticismo, que é o que vemos hoje nesse post. É a necessidade de explicar o inexplicado e buscar num outro plano, uma resposta para as questões da nossa vida e sociedade. Parece loucura, eu sei, mas é assim mesmo que surge uma tendência: à partir de um inconsciente ou necessidade coletiva.

Foi feita a aposta. Você acha que essa tendência chega por aqui?






Escrito por Dhyogo Oliveira
Blogueiro e designer de moda. Também escreve no Sem Geração.