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Na vida tudo tem seu lado bom e seu lado ruim. E assim podemos enxergar o lado bom da COVID para moda. Calma…. Quando eu ouvi essa frase pela primeira vez: “que a COVID tinha seu lado bom” eu quase voei no pescoço de quem a tinha proferido. Isolado, sem festa, sem poder ter uma rotina normal, estressado e assim vai. Phoda demais.

Mas na moda, a COVID acelerou alguns processos que já vinham acontecendo. O consumidor ocioso passou a questionar mais. Valores de empatia, sustentabilidade e comprometimento foram implantados forçosamente na galera. Era como se o vírus tivesse espalhado isso também. Os influenciadores digitais já não se preocupavam mais com o look do dia, mas sim com o look da live e agora teriam de se comprometer, ter responsabilidade e fazer mais pelo meio em que vivem.

E o índice de transparência das marcas do Fashion Revolution nunca fez tanto sentido quanto agora. Queremos marcas comprometidas. Com condições dignas de trabalho e sem trabalho forçado ou escravo na sua cadeia produtiva. Salário digno (que é aquele em que a pessoa no mínimo possa se manter com condições básicas de sobrevivência). Igualdade de gêneros e o abraço aos diferentes tipos dele.

Preocupação com meio ambiente. O quanto desperdiça na produção. Se há superprodução. Quais os materiais que usa (sustentáveis ou não). Se produz microplásticos (a grande preocupação do momento!!!). Se contribui para o desmatamento. Como é o uso da água durante a sua produção. Se desmata ou contribui para alterações climáticas, E por fim se possui uma produção circular, ou seja, que recicla, reaproveita ou faz upcycling.

Foram analisadas 250 marcas do Mundo todo. O critério de escolha foi dinheiro no bolso. Aquelas cujo faturamento tivessem sido de mais de 400 milhões. Na lista foram incluídas marcas de luxo, como a Dolce Gabbana. Esportivas como a adidas. E fast fashions como a C&A.

C&A

No segmento das fast fashions, a H&M foi a que mais pontuou com 73%. Já no segmento esportivo, adidas e Reebok empataram com 69%, ao passo que, no segmento de luxo foi a Gucci com 48% que mais pontuou.

Só precisamos deixar uma coisa clara aqui. Ser mais transparente significa preocupar-se mais com o meio ambiente, dar condições dignas de trabalho aos seus empregados etc.? Nãooooooooooooo!

Significa que as marcas que mais pontuaram são aquelas que fornecem mais dados de toda a sua cadeia produtiva. Como o próprio nome diz é INDICE DE TRANSPARÊNCIA.

Apesar de não ser de imediato o que queremos. Saber de todas as condições de produção é importante. Quais marcas possuem uma produção adequada (Se possui políticas adequadas de trabalho e ambientais? Como é sua cadeia produtiva? Quais são seus fabricantes e fornecedores?). Soa estranho aqueles que não passam todas as informações. Não é mesmo?

No Brasil, as marcas ainda se negam a fornecer seus dados, mas isso tende a mudar. O medo tem de acabar e quanto mais marcas participarem, mais poderemos dar exemplos as que não participam e assim mudar o panorama atual.

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Escrito por Diogo Rufino Machado
Ariano. Apaixonado por moda masculina e música eletrônica. Advogado. Jornalista de moda e blogueiro nas horas vagas.