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Nunca o medo rondou tanto as nossas vidas. Incertezas de sobrevivência ou de sobrevivência dos nossos familiares. Desejo imediato de volta à normalidade da rotina. Uma maior interação com os familiares, devido ao isolamento. Uma digitalização quase que forçada de muitas coisas. A busca da espiritualidade como forma de não pirar. Ansiedade, estresse e outras preocupações rondando a mente.

Em meio a todo esse processo que estamos vivendo, a moda tem sofrido transformações diárias que nos permitem trazer um panorama diferenciado a cada semana e são necessárias atualizações constantes para entender bem ou, pelo menos começar a entender, o processo pelo qual estamos passando.

Houve uma secessão na moda. Primeiro todo mundo achou que as coisas iam mudar de vez. Agora vaiiii! As pessoas iam dar mais atenção a valores, ao próximo, e ao meio ambiente. Iam consumir menos, com mais consciência e o necessário.

A empatia estava no ar, vamos produzir máscaras álcool em gel, ajudar aos mais necessitados fazendo doações e voltando nossos olhares para essas comunidades precisavam de mais atenção pelo estado de carência.

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O mundo permanecia em alerta. Todos na sua casa. Isolamento total. Lockdown, E uma esperança no ar. Até que a China se abre com as devidas ressalvas. Mas ok, seria o primeiro comércio do Mundo a reabrir e como as coisas iriam se comportar? Todos olhares para o berço da COVID-19.

Pois é, o primeiro dia de venda da Hermès nos deu um panorama bem diverso daquele que imaginávamos viver. Será que as coisas iriam realmente mudar? E a moda hein? Prima rica da sociedade e dona da pompa, do luxo e do glamour. Hummmm! Vocês acham mesmo que o consumidor após tudo isso daria mais valor ao ser que ao ter?

Muitos especialistas preveem exatamente ao contrário. Eles dizem que vai acontecer um revenge buying, que é exatamente o oposto da proposta anterior. O consumidor ficou tanto tempo preso, sem poder sair ou consumir que vai querer compensar o tempo perdido e vai sair comprando tudo que pode e tem direito por ai.

Estamos no meio do fogo cruzado, do ter e do ser, yin yang, do certo e do errado. A dualidade na moda paira no ar.

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Não dá para saber ainda como as coisas vão ficar e, embora, tenha muita gente dizendo todo processo deve ser permeado por propósitos; a ida ao encontro de uma finalidade maior (que seria a mudança do meio que o permeia); busca por valores; muito mais reaproveitamento (upcycling, reciclagem e brechós); sustentatibilidade e assim vai…

Muitos cool hunters diziam isso e pregavam que muitos processos já pré-estabelecidos na moda iriam se acelerar. A moda deveria ser utilitária, relevante e com responsabilidade social, porém. Será? Será mesmo? Que depois que tudo isso passar as coisas vão mudar ou é conto de fadas?

Pode ser que semana que vem voltemos aqui e digamos. Tudo mudou ou nada vai mudar. Por isso, estamos fazendo esses relatórios semanais, até com o propósito de registrar tudo que estamos vivendo. O que vocês acham?

Do leitor que se informa por aqui até o mais renomado acadêmico em moda? Gostaríamos de aprender mais com os comentários de vocês também. Deixem aqui a opinião de vocês, mas, por favor, com embasamento!






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Escrito por Diogo Rufino Machado
Ariano. Apaixonado por moda masculina e música eletrônica. Advogado. Jornalista de moda e blogueiro nas horas vagas.