A semana de moda de Londres começou e a Topman Design foi escolhida para abrir a fashion week. E já abriu com chave de ouro mandando o mesmo recado da temporada passada: os anos 70 estão com tudo e voltaram para a moda masculina de vez. Na temporada de verão passado eles investiram pesado em estampas de flores multicoloridas, calças jeans com modelagem boca de sino e até elementos bem característicos da época como as armações dos óculos e até as bolsas/ mala. A coleção parecia ter saído de outra época direto para a passarela da Topman e se você não lembra, a gente refresca sua memória:

TopmanSpring

Dessa vez a coleção é outra. Trata-se do inverno 2016 (pois é, já estamos lá!), mas o conceito continua o mesmo e parece que a marca quis dar continuidade à história dos anos de paz e amor. Dessa vez, senti uma coleção menos figurino e mais vida, embora as as combinações ainda estejam bem característica. A ideia era mesmo essa: que as roupas parecessem ter saído de um disco dos Beatles ou do David Bowie direto para as araras das lojas. Eles investiram pesado em todos os elementos 70’s, ainda mais que na coleção anterior. Ternos com lapelas pontudas, calças sociais com o comprimento mais encurtado, casacos de lã, jaquetas curtas com aplicações e até gola rolê (quem diria, heim) e ponchos com franja.

TopmanSpring2

A beleza não ficou de fora e os cabelos ganharam franja escorrida e volume na parte de trás, que lembraram alguns astros do rock que fizeram história na época. Diferente do que se pensa dos anos hippies, a coleção dessa vez pouco tem a ver com o Woodstock, que surge inevitavelmente em nossa cabeça quando falamos de anos 1970. Dessa vez, a Topman escolheu contar a história através de peças elegantes e combinações bem pensadas, mostrando o lado “fashion” que época guardou.

Para quem deseja coisa nova para as próximas estações, já pode se inspirar nas combinações e cores que a fast fashion britânica levou para as passarelas nesse início de 2015.






Escrito por Dhyogo Oliveira
Blogueiro e designer de moda. Também escreve no Sem Geração.