Se você acha que não é possível se apaixonar por algo eletrônico, está na hora de ver o filme que vamos falar hoje. A minha dica para acompanhar o filme ELA, é uma bebida leve, que flua bem e seja agradável no paladar. Isso pode ficar por conta de um espumante, um prosecco rosé ou se você prefere cerveja a minha dica é a leve, marcante e belga Vedett – Extra White.

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O filme ELA (Her – na versão em inglês) é sem dúvida um novo clássico, direção de arte impecável com uma fotografia muito interessante, ótima atuação de Joaquin Phoenix e a voz “masacradoramente encatadora” da Scarlett Johansson, ou seja, não faça o sacrilégio e a atrocidade de assistir esse filme dublado.

A história é bem interessante e rendeu ao Spike Jonze o Oscar de melhor roteiro original. Theodore (Joaquim Phoenix, com bigode, para quem não reconheceu) vive em um futuro bastante interessante mas não tão distante do nosso. Assim como seus contemporâneos ele interage de maneira direta com os sistemas operacionais dos computadores (semelhante ao Siri da Apple), tanto que teclados e mouses não são mais necessários.

Tudo isso muda quando Joaquim compra um novo sistema operacional e acaba se apaixonando pela voz do sistema.

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Além de tudo isso, um fato que é muito legal principalmente para nós aqui no MPH é a maneira e o visual desse filme.

Para começo de conversa, estamos falando de um filme “futurista” e que tem uma direção de arte impecável e como parte disso, o estilo de vestimenta não poderia ser diferente.

Nesse caso o diretor de figurino, Casey Storm, não fez feio ao trazer às telas o estilo retro-futurista. Ele usou linhas retas com materiais que passem a sensação de conforto e também as “calças com cintura alta” que os homens usam. Mas não é só isso que é diferente, os personagens não utilizam gravatas muito menos peças jeans. Casey disse o seguinte (traduzido é claro) para o site Vulture: “Quando nós estávamos criando as regras para esse mundo que criamos, a gente decidiu que seria melhor, tirar coisas, do que adicioná-las. Quando você adiciona qualquer coisa que não seja ‘daquela era’, isso se torna meio estranho. Por isso nossas regras eram mais parecidas com: não usaremos nenhuma peça jeans nesse filme, eles não vão usar bonés de baseball nem gravatas e cintos. Eu acho que a falta dessas coisas cria um mundo único”.

E realmente criou, mas ao mesmo tempo, algo bom é que esse estilo ainda pode ser real mesmo que estejamos falando em futuro. Geralmente os filmes futuristas são cheios de firulas e roupas “impensáveis”, mas nesse caso não.

Depois de dito tudo isso, dê uma olha em alguns visuais e comente o que você acha desse visual retro-futurista.






Escrito por Styfens Machado