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Dessa vez o MPH Entrevista conta com a participação do estilista mineiro João Pimenta, responsável pela marca que leva seu nome e que sempre faz desfiles marcantes no SPFW.

1) João a sua carreira começou diferentemente da carreira da maioria dos estilistas? Pode nos contar um pouco do começo dela?

Acredito que sim, pois no início da minha carreira tinha um grande problema de auto estima. Achava que dentro do universo que nasci e fui criado, numa família humilde do interior de Minas Gerais, não pudesse criar dentro de um segmento tão elitizado como a moda.

2) Você tem alguma graduação em moda? Como aprendeu a costurar?

Não, mas o meu interesse pela moda começou aos 7 anos de idade onde sempre tive o interesse pelos tecidos e até hoje faço do meu aprendizado um grande laboratório. Aprendi a costurar, principalmente na alfaiataria, desmanchando roupa para entender como foram construídas.

3) Suas coleções são predominantemente masculinas, o que o levou a focar nesse público?

Logo no começo do meu trabalho percebi que o masculino era um nicho importante é completamente abandonado pelas marcas, estilista e indústria.

4) Você tem optado por um casting de modelos bem diversificado (ao contrário de muitas marcas da SPFW), desde quando isso começou e as suas roupas são para todes?

Desde a primeira coleção percebemos que a diversidade é extremamente importante num país com a etnia tão diversa. Olhar para os nichos e criar pra quem precisa de criação tornou nosso trabalho mais consistente.

5) Como a sua marca está driblando a pandemia? E a ausência de uma semana de moda como a SPFW te afetou?

Entendemos que o reaproveitamento de materiais e modelagens era uma boa forma de conseguir produzir sem sair de dentro do ateliê. Entendemos que a moda é desumana e ampliamos nossas modelagens para tamanhos maiores. E sobre o formato que iremos apresentar agora a coleção em desfile virtual é extremamente positiva, uma vez que o formato que sempre usamos não fazia mais sentido.

6) Pós-COVID como você enxerga a moda? Você acha que as coisas realmente mudaram?

A mudança é individual, será uma grande pena quem não aproveitar essa situação para fazê-la.

7) O que você acha que uma marca tem de ter nesse período de pandemia?

Resiliência, afetividade, humanização e pé no chão.

9) Há algum trabalho diferenciado que a marca João Pimenta vem desenvolvendo e não saibamos? Como vocês estão trabalhando no momento?

O que temos feito de mais importante é deixar de lado os padrões de modelagem imposto pela moda até hoje, trazendo mais diversidade de corpos para nossa roupa.

10) Para quem está começando na moda, quais seriam as suas dicas? O que você teria a dizer?

Surpreender, mais importante do que ser bonito ou feio, real ou irreal, é causar surpresa.

As pessoas precisam ser surpreendidas e ter um olhar para os nichos.

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Curtiu a entrevista? Até a próxima!






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Escrito por Diogo Rufino Machado
Ariano. Apaixonado por moda masculina e música eletrônica. Advogado. Jornalista de moda e blogueiro nas horas vagas.