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Queridinho das marcas internacionais, João Freire, virou referência em estilo nacional após percorrer várias semanas de moda pelo Mundo e se tornar representante de algumas grifes dentro do país.

João conta-nos um pouco da sua trajetória na moda e da sua nova agência, confira um pouco da matéria a seguir:

1) Conte-nos um pouco da sua carreia, como você começou na moda?

Sim sim, tudo começou quando me formei na FAAP em Relações Internacionais, fiz um curso de Consultoria de Imagem & Estilo nas férias e adorei.

Decidi mudar para NYC para estudar moda e consultoria – fui personal shopper da Saks por quase 1 ano e assim ingressei na semana de moda de NY – criei meu blog nesse período, ele cresceu e vim para o Brasil.
Em seguida as coisas começaram a acontecer, serviços e cursos de Consultoria, Experiências de viagens para clientes durante as semana de moda de Milão, NY e Paris.

A coleção de joias tenho há 6 anos, foi consequência do “boom” do blog e visibilidade no mercado de luxo voltado para o publico masculino.

2) Atualmente quais trabalhos você vem desempenhando dentro da moda?

Dentro da moda, continuo com a parte de produção de conteúdo em minhas redes sociais e também na parte de styling de algumas celebridades – como Zeca Camargo e Rafael Cortez. Além disso, estou totalmente focado na minha agencia – Agá Agencia. Atendemos todos os seguimos, mas temos muitos clientes e moda – tanto feminina quanto masculina.

3) Quais peças são indispensáveis no seu closet e que você indicaria a todos os nossos seguidores?

Eu sempre falo que todo homem procura praticidade na hora de se vestir.
As pecas indispensáveis, na minha opinião – camisa branca, calca preta, camisa de linho, jaqueta de couro, camiseta preta/branco e bermuda de sarja.

4) Você poderia nos indicar cursos de formação para profissionais que queiram ingressar na área ou dicas de leitura? Como você se atualiza?

Acho que o caminho é optar por cursos de instituições renomadas e com um bom histórico de formação, além disso, buscar por recomendações é uma ótima alternativa. Foi assim comigo, não tinha vergonha, eu ia atras de informações, perguntava para amigos, professores, conhecidos…

Procuro ler o máximo que consigo – portais como Business of Fashion e WGSN, assino as newsletters desses veículos! E sigo vários canais nas redes sociais como vogue, dieta Prada e pessoas relevantes no assunto.

5) Sabemos que você tem grande relevância fora do país? Com quais marcas gosta de trabalhar mais e por quê?

Internacionalizar meu trabalho faz parte de um grande trabalho desenvolvido ao longo desses anos, além de investimento e paciência rs.

O reconhecimento é 100% satisfatório, mas leva tempo! Gostaria de trabalhar mais com todas as marcas internacionais, uma pena que quando pensamos em Brasil, a representação do masculino de tais marcas seja pequeno, mas tenho muita fé que chegaremos lá…

6) Quais marcas você têm enxergado que estão realmente se diferenciando mesmo na época de Pandemia e por quê?

Marcas próprias e pequenas mas que priorizam a qualidade e a originalidade em seus produtos – são esses os valores que busco sempre na hora de consumir.
Das marcas grandes, estou adorando o trabalho realizado pelo novo diretor criativo da Bottega Veneta, Daniel Lee, além da Prada e Gucci.

7) Como você enxerga a questão dos desfiles pós-pandemia? Tudo se restabelece como era antes ou teremos mudanças?

Acredito que nada será como antes, positivamente ou negativamente a pandemia deixou e deixará sequelas no mundo! Um novo comportamento já se instalou, procuro sempre ver o lado positivo, pensando em desfiles e grandes eventos, acredito que eles continuarão mas agora disponíveis online para todos. A tendência do livestream democratizou o acesso, assim como os formatos online de showrooms para buyers etc.

8) A moda nacional não engata lá fora e você que tem uma experiência internacional pode nos dizer o porquê temos essa dificuldade de exportação?

A moda brasileira é bem vista em muitos países da Europa, por exemplo.
Somos referencia em moda praia, trabalho artesanal como renda, estampada, aquarela e até saúde e bem estar.

Na minha visão estamos caminhando muito bem, precisamos apensas ampliar nossas referências e apostar na inovação e originalidade.

A moda acaba pecando por “copiar” sucessos ao invés de criar novos.

9) Vimos que você abriu uma agência? Poderia nos contar um pouco mais esse novo trabalho aqui?

A AGÁ Agência é uma junção de duas empresas já existentes há 05 anos.

Cada uma era composta por uma cabeça pensante, e que juntos, formam o serviço completo que oferecemos. Eu e o Gustavo Palma, meu sócio, nos conhecemos profissionalmente e fomos parceiros por muito tempo. Decidimos fundar a AGÁ, já que tanto na parte estratégica – minha – quanto na parte estética – do Gustavo – existia a predominância de um pensamento para frente de um homem moderno. Os sócios sou eu, João Freire, responsável pela parte de marketing, estratégica e social como influenciador, e meu noivo Gustavo Palma, responsável pela parte de design, conteúdo visual, estético, fotografia e de identidade visual.

A imagem do homem foi construída a partir de pensamentos e ideologia sociais totalmente retrógados e ultrapassados. Nós, que também apoiamos as causas humanas, percebemos um gap em que não somente a mulher foi prejudicada com tais esteriótipos, mas também o homem moderno que pode pensar pra frente, ser diferente do que se costumava ser e não ser uma figura “acima” de ninguém. Além disso, trazemos a figura do homem como Humano, em geral. Um Humano que tem sensibilidade para identificar o necessário para cada cliente – e ser humano. Por isso, no nosso conceito visual, trabalhamos com texturas que, a partir dessa teoria, a AGÁ agência tem a sensibilidade de identificar o tato da textura e particularidade de cada marca trabalhada.

10) Se o JF pudesse deixar algo registrado para as pessoas, o que você gostaria de deixar registrado aqui?

O sucesso é resultado de trabalho dedicação!

Eu sempre fui atrás dos meus objetivos e principalmente sonhos, hoje vejo muitos deles se realizarem.
Sou ansioso e inquieto, mas agradeço diariamente por cada passo que dou. Parece clichê, mas vá atras de seus sonhos e trabalhe muito para concretiza-los, nada é impossível, absolutamente nada!

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Até a próxima entrevista!






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Escrito por Diogo Rufino Machado
Ariano. Apaixonado por moda masculina e música eletrônica. Advogado. Jornalista de moda e blogueiro nas horas vagas.