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Totalmente consternados com a situação do mundo atual perdemos muitos eventos, workshops, semanas de moda e exposições, em virtude da pandemia.

Alguns eventos conseguiram se remodelar e se adaptar ao cenário atual, como é caso do Fashion Revolution Week (Semana de Revolução da Moda, em tradução livre), que acontecerá simultaneamente em 100 países, entre os dias 20 a 26 de abril.

Para quem ainda não conhece o evento, ele surgiu com o intuito de questionar a cadeia produtiva da moda devido ao desabamento do Rana Plaza, em 2013. Desde especialistas, estudiosos e pessoas do ramo se uniram para criar uma semana de moda com um q diferenciado.

Yes baby, a Semana Fashion Revolution não é uma semana de moda qualquer. Ela questiona todo o comportamento da moda atual, seja na parte ambiental ou na parte trabalhista. Pois a moda peca e peca muito e cabe nós consumidores nos questionarmos mais com tudo isso.

Com o lema “de onde vem a minha roupa” o evento propõe diversos questionamentos e esse ano em meio ao Coronavírus ele será totalmente virtual e gratuito, permitindo que todos de onde quer que estejam participem.

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No mais, totalmente antenado com essa situação ímpar que estamos vivendo de demissões em massa, reduções de salários, cancelamento de pedidos e paralisação de fábricas.

O evento de 2020 vem justamente com a proposta de questionar a segurança dos trabalhadores da moda, com 4 temas principais: consumo, composição, condições de trabalho e ações coletivas.

Esses temas, que aprofundam a narrativa do movimento, nunca se mostraram tão importantes quanto nesse momento de desafios que a pandemia está nos submetendo. Mais do que nunca precisamos questionar o modelo de consumo o qual a sociedade como um todo está imersa, e quais os impactos que a cultura da descartabilidade têm sobre trabalhadores e o meio ambiente.

Mais do que nunca precisamos nos interessar sobre a composição das roupas, e o que isso representa na rotina de todos os trabalhadores que manuseiam químicos diariamente, impactando na sua saúde, e também na saúde do solo e das águas.

A programação contará com lives, que acontecerão diariamente, de 20 a 26 de abril, no instagram do Fashion Revolution Brasil e em outros perfis e plataformas. Veja abaixo alguns destaques:

20/04 às 19 horas – Abertura e o Futuro do Consumo

Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu
Fernanda Simon, diretora executiva do Fashion Revolution Brasil

21/04 às 19 horas – Educar para Revolucionar
Yamê Reis, IED
Eloisa Artuso, diretora educacional Fashion Revolution Brasil

22/04 às 19 horas – Plástico, oceanos e a moda: Qual a relação?
Paulina Chamorro, jornalista ambiental
Gabriela Machado, Roupartilhei

23/04 às 19 horas – Qual é a situação dos trabalhadores do Brasil durante a pandemia?
Carla Aguilar, do CAMI – Centro de Apoio e Pastoral do Migrante
Iara Vidal, representante Fashion Revolution Brasília

24/04 às 11 horas – Ideias para adiar o fim do mundo
Ailton Krenak – líder indígena, ambientalista e escritor
Iara Vidal, representante Fashion Revolution Brasília

24/04 às 19 horas – 7 anos após Rana Plaza
Leonardo Sakamoto, Repórter Brasil
Eloisa Artuso, diretora educacional Fashion Revolution Brasil

25/04 às 19 horas – Ação Coletiva: como a sociedade civil pode se organizar por um bem comum
Maristella Ianuzzi, ONU Mulheres
Marina de Luca, Moda Limpa

26/04 às 19 horas – A moda que queremos
Lilyan Berlim, professora e escritora
Fernanda Simon, diretora executiva do Fashion Revolution Brasil

Também acontecerão mais de 90 ações online, articuladas por 65 representantes voluntários em parceria com atores da cena local. Acompanhe a programação completa no site da Semana Fashion Revolution. Faça parte da revolução. Seja Curioso. Descubra. Faça algo!






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Escrito por Diogo Rufino Machado
Ariano. Apaixonado por moda masculina e música eletrônica. Advogado. Jornalista de moda e blogueiro nas horas vagas.