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Até então um simples vírus, o Coronavírus, após ganhar status de pandemia (já que se espalhou rapidamente pelo mundo todo), passou a ser chamado de Covid-19.

Limitado à China (onde nasceu em Wuhan) e à Itália (onde causou grandes estragos e inúmeras mortes), hoje se tornou realidade mundial. São mais de 114 países afetados e mais de 118 mil casos espalhados pelo Globo. Os impactos na moda já eram grandes no começo do ano e agora são catastróficos. A economia mundial beira a um colapso sem magnitudes.

A China é a segunda maior economia do Mundo e a responsável pela grande ascensão do mercado de luxo mundial. Até ai as cifras de perda já vinham sendo contabilizadas pelo mercado de luxo. Sem contar que ela é também a maior produtora têxtil e de produtos à base de plástico, derivados do petróleo e poliéster (base de quase tudo que usamos). Só por ai já teríamos uma certa dimensão de que os impactos na indústria têxtil seriam grandes.

Mas como o assunto não se restringiu à China, o que já estava ruim poderia piorar. Na Itália, a região mais afetada é o berço de nada menos nada mais que Prada, Versace e Armani. Até semana passada já eram 463 mortos e o isolamento do país era total. Europa e EUA com as fronteiras fechadas. E o Mundo à beira do colapso.

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Lojas como a H&M e a Supreme fecharam as portas em grande parte da Europa até que a situação se normalize completamente. Achamos que 2019 tinha sido um ano ruim, porém 2020 poderá e deverá ser pior, não só para a moda, mas para economia e para todos os afetados.

Não bastasse a paralisação temporária nesses países, outras empresas como a Nike, a Puma e a adidas fecharam suas fábricas na China. Lembrando que é de lá que saem os suprimentos para a confecção de calçados no Mundo todo, ou seja, o setor de calçados também será afetado.

No começo dessa onda devastadora de temor, em Milão, a Armani já nos dava o anúncio de como ficariam as semanas de moda, às portas fechadas foi apresentado um capítulo da casa.

Logo menos, começariam os cancelamentos a Seoul Fashion Week e até mesmo a São Paulo Fashion Week seriam canceladas. Quando as semanas de moda retomarão as atividades ainda não sabemos.

Na mesma esteira aconteceria com eventos e feiras. O primeiro trimestre está perdido economicamente e será um fracasso para a indústria têxtil.

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O manual de marketing tem se curvado diante dos ditames da Covid-19. Como a ordem é de permanecer em casa, sob as égides da quarentena, o consumidor passou a comprar menos e mudou até a forma de comprar. Incrivelmente as pessoas estão comprando mais roupas de dormir. Moletons e cardigãs estão entre os itens que registraram um aumento nas vendas on-line nos EUA e no Reino Unido, de acordo com a Edited.

Como disse Li Ededlkoort ao site Dezeen: “Infelizmente neste desastre, não há cura imediata. Teremos que coletar o resíduo e reinventar tudo do zero quando o vírus estiver sob controle. E é aí que eu espero que um outro sistema melhor seja implementado com mais respeito pelo trabalho e pelas condições humanas. No final, seremos forçados a fazer o que já deveríamos ter feito em primeiro lugar”.

Todos os setores estão sendo abalados. Os jogos olímpicos poderão ser adiados e o clima de pânico e histeria só se alastra.

E como Li reiterou: “Estamos em uma posição de ter uma página em branco para um novo começo, porque muitas empresas e dinheiro serão eliminados no processo de desaceleração. Redirecionar e reiniciar exigirá muita percepção e audácia para construir uma nova economia com outros valores e formas de lidar com a produção, transporte, distribuição e varejo”.

Enfim, tudo mudou e nada será como antes. Provavelmente nos próximos dias voltamos com mais novidades sobre o assunto, ficando apenas a pergunta que não quer calar: O que será de nós?






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Escrito por Diogo Rufino Machado
Ariano. Apaixonado por moda masculina e música eletrônica. Advogado. Jornalista de moda e blogueiro nas horas vagas.