Você lembra do narcotraficante colombiano Pablo Escobar?

Imagine seu documento de identidade, seus cartões de crédito e seu certificado de antecedentes criminais fazendo parte de uma coleção de roupas? Essa é polêmica marca de camisetas criada por seu filho, que pretende chamar a atenção das pessoas para “que não repitam a história” de seu pai.

As camisetas, impressas com documentos originais, fotografias e reproduções da assinatura do maior narcotraficante da Colômbia, fazem parte da coleção “Poder Poder”, elaborada por “Escobar Henao”, marca criada por Sebastián Marroquín.

“A marca é uma autocrítica à história do meu pai, além de ser um convite para que os jovens criem consciência sobre o perigo de entrar no mundo das drogas”, disse Marroquín, que vive na Argentina junto com sua mãe e irmã há 20 anos.

O filho de Escobar, que vive sob nova identidade, reconheceu que recebeu inúmeras críticas por conta da criação inspirada no chefe do cartel de Medellín, que é apontado como responsável pela morte de 4 mil pessoas entre os anos 80 e 90, segundo cálculos oficiais.

Para Marroquín, as críticas são decorrentes de “julgamentos precipitados”. No entanto, para o presidente da ONG colombiana Corpades, Luis Fernando Quijano, que realiza trabalhos sociais em Medellín, mostrar a figura de Escobar não serve como motivação para os jovens, já que há o risco de o narcotraficante virar um “suposto herói”.

“É respeitável que Marroquín refaça sua vida e seja empresário. Mas o que me preocupa é o fato de Escobar virar o herói que não foi”, afirmou Quijano.

As camisetas podem ser adquiridas em vários países através da internet, exceto na Colômbia. Segundo Marroquín, tal iniciativa foi tomada em “respeito às vítimas da violência”, algo que para Quijano não representa uma diferença, já que há vítimas do narcotráfico “no mundo todo”. No entanto, a confecção das camisetas é feita justamente no país sul-americano.

“Escobar Henao” já produziu 10 mil camisetas que serão vendidas na Internet e em lojas de Estados Unidos, México, Guatemala, Equador, Espanha e Áustria. Os preços das peças variam entre US$ 60 e 95 (R$ 123 e 195). Há também uma linha de calças por US$ 140 (R$ 287).

Nos modelos, muitos deles com fotografias de Escobar, há mensagens como “O que está fazendo? Pense bem” e “O que pensa em fazer com seu futuro?”.

Ao adquirir a camiseta, o consumidor também recebe uma moeda na qual aparece o nome do narcotraficante e o ano de seu nascimento, além de um certificado de autenticidade da marca.

Você usaria?

Fonte: Virgula.






Escrito por Guilherme Cury
29 anos, taurino, blogueiro e músico nas horas vagas. Criou o MPH há 7 anos com o objetivo de trazer as principais novidades do universo da moda masculina para o homem que se importa com o que veste.