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Início o texto imaginando já os comentários e isso já me dá preguiça (Zzzzz!) porque, mais uma vez, terei de enfatizar que são apenas dicas. Ultimamente temos alguns leitores que se revoltam e insistem em dizer que estamos tentando “padronizar” com textos a moda, proferindo os seguintes comentários: “cada um usa o que quer”, “ai que horrível”… Pois bem, eu entendo que isso seja normal, que nem todos devam gostar de tudo, muito menos de todos os nossos textos. Logo, ao iniciar as dicas, espero que vocês entendam como “conselhos” e que o “não sou obrigado” prevalece para nós.

Sorry pelo desabafo e vamos às dicas para você melhorar o seu estilo. Sim, muitas vezes a gente tenta, mas não sabe nem por onde começar, aí ficar difícil fazer sozinho. Então vai aí umas paradas que você pode fazer e podem te ajudar a melhorar seu visual (tendo mais estilo).

Taca-lhe pau nas compras certas

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Muita atenção ao que dissemos. Não é para tacar o pau e sair comprando tudo que vê por aí não. Mesmo porque a situação financeira não está boa para ninguém. Vamos comprar as peças certas, o que significa comprar menos com consciência.

A ajuda de um personal stylist pode ser o diferencial. Ele vai identificar seu estilo e te ajudar a escolher peças que você realmente usa. Opss, para tudo! Acabamos de falar em crise e eu sei que a realidade do país não permite que a maioria de vocês possa contratar um profissional para te ajudar.

Então, primeiro passo verifique onde você passa a maior parte do dia. Sim, porque suas roupas têm de ser direcionadas para lá (trabalho, faculdade, escola, etc.).

Após, invista em peças básicas, pois combinam com tudo. Tenha sempre peças-chave ou curingas. E vamos usar a probabilidade da matemática para fazer combinações mil.

Pega na mão das redes sociais e assume.

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Quem aí se atreve a ficar um dia sem usar o celular ou a entrar nas redes sociais?

Sim, há pessoas que ficam bem longe de tudo isso (eu sei!), mas a tendência é só aumentar. Por isso, não adianta eu vir aqui e falar para vocês saírem do celular porque tem muita propaganda.

Por um acaso esses anos todos que a televisão reinou, nós deixamos ela de lado porque esfregam muitas propagandas cujos produtos nem sempre poderíamos ter? Então como se diz coloquialmente: “me poupe”.
Só restou o quê pra noixxx? Pega na mão das redes sociais e assume. Mas bota o cérebro para funcionar, vamos utilizá-las ao nosso favor.

Saiba distinguir quem sim, quem não e quem nunca. A questão do consumo vai além de redes sociais, mas nós podemos sim utilizá-las como referencial de estilo.

O pinterest e o instagram podem ser os melhores amigos de quem busca estilo e ao contrário do que muitos dizem por aí, usem mesmo para conquistarem novas referências.

Mara mesmo é ter uma referência.

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A gente tem que ter referência na hora de buscar um estilo próprio (uma ou algumas). Certo é que pelo menos uma devemos ter. Vamos buscar referência em pessoas mais próximas do nosso convívio pessoal, pois não adianta se inspirar em artistas, cantores ou famosos, que só usam roupas caras ou totalmente inadequadas ao nosso convívio social.

O cara da novela usa o corte de cabelo x, mas você se perguntou se fica bom no seu rosto? O cantor y usa a calça de tal forma, mas cabe no seu bolso e se adapta ao seu estilo de vida?

As suas referências devem ser o seu chefe (no trabalho) e os amigos (no lazer). Isso não significa dizer que você não possa buscar algo com os instagrammers, porém não precisa ir ao Mundo da Lua na hora de buscar inspirações.

Planeta Terra chamando às inspirações certas a você, ao seu dia a dia, ao seu porte físico e condizentes, principalmente, com a sua profissão.

Espera, confundiu tudo aqui. Marca/grife não é estilo.

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Estilo nada tem a ver com dinheiro. Não confundam alhos com bugalhos. Tem muita gente endinheirada que se veste mal, ou melhor, que acha que porque pagou caro ou porque está usando uma marca/grife que está abalando quarteirões.

Se você só compra porque é marca ou grife, sinto-lhe informar que você está cometendo um grande erro.
E isso é erro muito mais de homem do que de mulher. Talvez pela deficiência de peças voltadas ao público masculino, nós tenhamos mais necessidade em consumir marca e achar que estamos bem vestidos ou que somos hype.

Pesquisar é a melhor solução. Não podemos dizer que muitas vezes peças de grife ou marca são muito mais da hora do que outras comuns. Isso tem uma explicação: investimento maior na produção da peça. E daí vale realmente a pena investir na peça.

Mas nem sempre. Por isso não seja tonto e não ache que ostentar uma etiqueta ou logo te faz bem vestido.
Procure peças com identidade, design diferenciado, feita por marcas com cunho autoral ou que sejam dignas de admiração.

Você tem RG? Então siga sua identidade.

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O seu é RG não é único? Então, embora você siga um estilo, a sua identidade na hora de se vestir também deve ser única. Vamos esquecer a moda? Jamais! Senão você se torna um peixe fora d’água. Quem fala isso nunca deveria repetir mais isso pela boca.

Vivemos em um mundo globalizado onde tudo se comunica e a primeira coisa que se comunica quando você chega é o seu visual. Visual que é composto por características pessoais e vestimenta. E por mais alienado, desencanado ou aquém de tudo, ninguém quer causar uma má impressão. Logo, não dá para deixar a moda de lado. Por outro lado, não podemos ser refém dela e se pautar somente aos seus ditames.

Não podemos usar salto, por exemplo, só porque virou moda.

Mas também quem parou lá atrás no tempo e ainda usa certas roupas, como calça cintura alta ou terno de 3 botões, pode ser motivo de chacota.

Então, dois pesos e duas medidas. Nem muito nem pouco.

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Mais uma vez reiteramos nosso compromisso com vocês de tentar ajudá-los. Estamos aqui para isso e são APENAS dicas, o diferencial para ter estilo é você quem faz e enxerga no seu dia a dia. Mesmo porque não se esqueça que estilo é algo subjetivo. Uns tem, outros não. Outros imaginam que tem. Você para mim pode ter, mas para outro não. E assim continuam os embates da moda.

Escrito por Diogo Rufino Machado
Ariano. Apaixonado por moda masculina e música eletrônica. Advogado. Jornalista de moda e blogueiro nas horas vagas.