Desfiles masculinos da 34ª Casa de Criadores

A 34ª Casa de Criadores chegou ao fim ontem, depois de apresentar as coleções dos novos estilistas para o outono / inverno 2014. Essa edição voltou para o Memorial da América latina, em São Paulo. Começando com seus novos nomes no line up que integra o Projeto Lab, Kauê Bueno, Igor Dadona, Gefferson Villa Nova, Tarcísio Brandão, Gustavo Carvalho e Anderson Tomaz (Tilda) fizeram suas estreias nas noites dos dias 14 e 15. Entre as novidades desta edição, está o projeto 2/Dois, nova marca dos estilistas veteranos da casa Weider Silveiro e Jadson Raniere, que se uniram e mostraram que o conceitual tem sim espaço na moda masculina. Veja abaixo a seleção MPH dos desfiles masculinos:

Felipe Fanaia

Esse desfile tem um significado especial para os fãs da segunda temporada da série American Horror Story. O estilista se diz aficionado pela série e criou sua primeira coleção após sair do Projeto Lab, baseado na junção do grotesco com o fetiche, características presentes na segunda temporada de AHS. Resultou em macacões feitos com um tecido que lembra um couro sintético e casacos em rosa translúcido, peças conceito que funcionam só mesmo na passarela para serem apreciadas. Para a vida real, o micro floral é a aposta de estampa do estilista, em look total alfaiataria .

2/Dois

A união dos dois estilistas que antes já integravam a Casa de Criadores foi a novidade da temporada, que apresentaram juntos um novo conceito masculino, com modelos (também) femininos no desfile. A ideia é mostrar que, hoje, essa separação de gênero na moda está ficando para trás e basta ter atitude para saber adaptar qualquer que seja a peça ao seu corpo (já levantamos essa discussão aqui, lembra?). Jadson Raniere, inclusive, já apostou em saias masculinas em outras temporadas. A coleção com um pé fundo no conceitual, mostra que a intenção da marca é sair do comum da moda masculina brasileira. Desde os materiais como a renda guipure e uso de tecidos fluidos com costuras viradas ao avesso (uma referência à moda japonesa dos anos 80) à modelagem ampla, destaque para a estampa abstrata que casou muito bem no conjunto da obra.

Danilo Costa

O estilista gosta de utilizar estampas e padronagens incomuns na moda masculina, e sempre faz isso de forma muito harmônica. Apesar dos looks em cores lisas e bloco de cores (como aqui chamamos) em bermudas e calças, as estampas que passam dos florais de tapeçaria ao desenho quase infantil de tigre com inspiração japonesa tomaram conta de um desfile divertido, com uma coleção coesa.

Trendt

André Serrano, estilista que está por trás da marca Trendt trouxe um desfile cuidadosamente comercial. Também com o conceito de androginia (ou unissex), é um desfile que poderia sair da passarela ir para o guarda-roupa apenas substituindo uma peça ou outra. O conceito por trás de peças “vida real” fica na pintura das estampas: todas feitas à mão. A coleção resgata da ideia indígena (tema do desfile) o conforto e o artesanal, com elementos minimalistas étnicos em looks em modelagens com malha ampla numa paleta de cores restrita e bem selecionada, que mostrou uma marca madura e que tem tudo para crescer na semana de moda de São Paulo.

E aí, qual foi o seu desfile masculino favorito?

*Imagens do blog LP

Blogueiro e designer de moda. Também escreve no Sem Geração.
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