Um homem inteligente tem um guarda-roupa atemporal

Muitas das indagações que chegam até nós referem-se ao fato de que os manos em geral sempre ficam com a pulga atrás da orelha em diversos aspectos relacionados à moda masculina.

Mas em que sentido? Todo mundo já se perguntou, ou se questiona ou um dia vai pensar: “Eu sei me vestir bem?”… Há ainda outras indagações que decorrem dessa mesma pergunta: “Para se vestir bem preciso ter peças caras?” e “Que peças devo ter?”.

São indagações que não serão respondidas com esse único texto. A primeira decorre de muitos aspectos individuais e subjetivos de cada um, ou seja, só o contato direto permitiria uma análise mais profunda. E vamos combinar quem sou para falar se você se veste bem? Já a segunda e terceira questões serão delineadas aqui, sim.

Primeiro, não sei se a maioria concorda, mas um conjunto harmônico, uma composição ‘da hora’ de peças ou uma vestimenta bem okeizona não depende de grana não.

São inúmeros os exemplos na moda de gente que paga para passar vergonha. Donald Trump, o maior líder mundial, não costuma ligar muito para isso. Suas gravatas estão “fora de moda”, são largas e com padronizações um pouco démodé. Fora os cortes dos costumes nada ajustados. Você acha realmente que ele pagou barato?

A terceira pergunta também é bem pessoal, cada um que tenha o que quiser.

Tá, mas calma aí. Podemos te ajudar a direcionar e a construir um armário com uns panos bacanas que vão servir para muitas ocasiões, sem gastar tanto e sem ficar fora de moda.

A resposta para muitos dos seus problemas está na compra de itens atemporais.

Vamos lá. A moda vive uma binariedade louca e você sabe disso, mas nem percebe.

Dois polos opostos foram criados.

O primeiro, motivado pela suposta quarta revolução industrial criada pelos smartphones, é o “See Now, Buy now” que funciona mais ou menos assim: Penso, logo quero e compro. Compro muito porque o preço está muito barato né? Nem que eu não precise, está tão baratinho (vou levar!). Vem da China e do Sudeste Asiático. Lá ninguém respeita nada mesmo. Leis trabalhistas para quem? São eles, não eu que me submeto à condições desumanas. A natureza que se foda, logo cada um que se vire.

Ai, já enjoei de tudo isso. Calma, daqui 6 meses tem nova coleção. A gente compra tudo novo, mas essas roupas aqui? Sei lá, doa, joga, dai um jeito ai parceiro…

O segundo seria aquela ideia de “slow fashion”. Que você pensa ao comprar. Busca informações sobre o produto. Prioriza a manufatura local e também cuida do sua casa (que é o meio ambiente). Contrapondo-se à primeira ideia, seu objetivo se pauta pela busca de um guarda-roupa mais consciente, com peças que tenham durabilidade comprovada, peças atemporais (que transpassam a noção de moda, estilo, classe social e ambiente), bem como o reaproveitamento de peças antigas.

Então é desse guarda-roupa atemporal que queremos falar. Adepto à primeira ou à segunda corrente, não importa! Um homem inteligente investe seu money em itens atemporais.

Itens atemporais como já dito em cima são peças servem para muitas ocasiões, não precisam de muito dinheiro para ser adquiridas e não vão te deixar menos ou mais elegante.

Mas como eu faço isso?

Primeiro, investindo em peças neutras. Peças neutras são com cores neutras (branco ou preto) ou cores de fácil combinação (como marinho, bege ou marrom).

Você precisa de muito? Não.

Umas 3 camisas brancas e uma camisa xadrez ou estampada. Uns 3 jeans. Umas 3 calças de alfaiataria (uma cinza, uma bege e uma azul). Um blazer marinho e um bege. Dois pares de tênis (um branco e um preto). Dois sapatos sociais (um Oxford preto e um dérbi marrom). Umas 5 camisetas (sendo uma branca e uma preta e outras três em cores que você preferir) e uns dois shorts (um liso e um estampado). E um moletom. Para quê mais?

Você terá um closet clean e enxuto. Não doeu tanto no bolso assim. E mais, você pensou antes de comprar igual a um louco desesperado.

Na prática é fácil? Não. Eu mesmo sofro com a vontade de comprar. Cedo aos caprichos das marcas e sou seduzido pela moda. Mas acredito que o primeiro passo da reflexão é enxergar a necessidade de mudança. LET’S START?

Diogo Rufino Machado

Ariano. Apaixonado por moda masculina e música eletrônica. Advogado. Jornalista de moda e blogueiro nas horas vagas.

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