Protesto na internet dá roupas da Abercrombie & Fitch para moradores de rua

Vi essa notícia no site da Exame e achei interessante postar por aqui para reflexão:

“Abercrombie & Fitch ganha um reposicionamento de marca”. Com esse título, o usuário americano Greg Karber postou no Youtube um vídeo-protesto contra a marca Abercrombie & Fitch e deu início ao que chama de movimento de guerrilha #FitchTheHomeless.

A ideia de Karber é distribuir peças da marca para moradores de rua em reação à decisão da companhia que teria banido roupas nos tamanhos G e GG, para focar em consumidores “descolados, bonitos e magros”.

Karber gravou o vídeo em Los Angeles com a ajuda de dois amigos. Após munir-se de peças de roupa em lojas e shoppings, o usuário dirigiu-se às zonas de menor renda na cidade para doar os trajes à desabrigados.

O vídeo de Karber termina com uma convocação: ele quer que novos internautas façam o mesmo e postem os resultados nas redes sociais. “Juntos, podemos fazer da Abercrombie & Fitch a marca número um entre moradores de rua”.

Um consumidor brasileiro uniu-se ao coro, e iniciou o movimento Abercrombie Popular, que distribui roupas da marca para moradores de rua em São Paulo.

A campanha, idealizada pelo estudante de design de produto Isaias Zatz, de 21 anos, é uma reação a um pronunciamento do CEO da Abercrombie, Mike Jeffries, que dizia “Toda escola tem os adolescentes legais e populares, e os que não são tanto assim. E sinceramente, nós somos destes que queremos os bonitos, “cool”, que tem uma boa atitude e muitos amigos. Muita gente não serve em nossas roupas e não devem servir. Somos exclusivos? Com certeza!”.

“Sempre considerei a marca um tanto elitista. Era usada como um símbolo social, uniforme de gente rica que visita a Disney World. Fiquei indignado com o posicionamento e a ideia surgiu daí”, explicou Zatz à Exame.com.

Com postagens concentradas em um tumblr, o estudante incentiva a doação de roupas da Abercrombie para desabrigados e compartilha fotos das ações. As primeiras peças foram distribuídas na região dos Campos Elísios, Santa Cecília, na capital paulista – eram duas camisas que Zatz ganhou de presente. Hoje, ele convoca doações de terceiros através do próprio tumblr e de uma página da iniciativa no Facebook.

O que acham sobre esses protestos?

34 anos, taurino, blogueiro e músico nas horas vagas. Criou o MPH há 10 anos com o objetivo de trazer as principais novidades do universo da moda masculina para o homem que se importa com o que veste.
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13 comentários em “Protesto na internet dá roupas da Abercrombie & Fitch para moradores de rua

  1. Ele só descreveu o que a maioria das grifes fazem e isso no final das contas acabou sendo bom por levantar discussões sobre o assunto. Ele só não sabe que sua marca idiota, feita para idiotas, já tá mais que vulgarizada. Virou uniforme de gente que quer se sentir melhor que os outros dentro de uma mentalidade de ensino médio/high school, que, aliás, ele deveria ter completado. O protesto é válido, mas não acho que vai muito longe.

  2. O dono dessa marca deve se drogar, comer coco, ou entao estar enlouquecido, desde quando fabricar uma camisa pavorosa com disseres de croche de muito mal gosto ou entao com letrinhas que parecem ter sido colocada na blusa com cola, faz alguem diferente das demais pessoas que nao tem perfil atletico, sarado ou coisa do genero> Se essas pessoas abrissem os braços e saissem voando, tivessem inteligencia ultra potente ou coisa do genero, poderiam ate se acharem especiais, mas como todo ser humano, fazem xixi, coco, suam, vomitam, respiram oxigenio;no entando, este é um caso, ou camisas a serem desprezadas pelas pessoas. Nunca as tive, e agora, jamais as terei. Nao vale apena gastar dinheiro com palhaçada. Fica a dika.

  3. Apesar se ser uma ideia considerável e inusitada do estudante, a ação pode ser vista para marca como uma jogada de publicitaria involuntária. Pois isso já aconteceu, uma determinada marca independente do ramo ou setor, se beneficiar de uma critica feita por usuários.

  4. Essa marca como algumas outras,
    não representam valor exclusivo
    em lugar nenhum, aliás só na cabeça
    dos alienados, que gastam seus salários
    minimos para se sentirem ricos, bem vestidos.
    Outra parte que consome sem saber a história
    da marca, produtos esses originários da china
    de pessima qualidade, como se já não bastasse
    o original ser de pessimo gosto.

  5. Aonde que Abercrombie é exclusiva??? As camisetas são baratinhas, comprei umas pra dar de presente em dezembro nos EUA por 20,00 u$, a Renner é bem mais cara!!!

  6. Delimitar público toda empresa (deve) e faz. O CEO fez uma declaração meio bocó e o exemplo que ele usou, ridículo. A campanha, por outro lado, expõe os moradores de rua ao ridículo e nada tem de “solidária’ ou ‘benemerente’. Replicá-la no Brasil é mais tolo ainda. A Abercrombie já está bem massificada e há muito deixou de ser sinônimo de alguns status, alguém comentou que se encontra roupa similar na Renner. Vou mais longe: na Renner existem coisas bem melhores do que o design chinfrim deles (entrem nos respectivos sites e comprevem). Sempre quiseram ser Calvin Klein e nunca conseguiram.

    Um case interessante que lembra vagamente essa história é o da inglesa Burberry, que, por algum motivo, entrou no gosto dos chavs, os idiotificados adolescentes britânicos, mal-educados, desdentados (como muitos na Inglaterra), grosseiros, que escutam rap – e tem um poder aquisitivo razoável, apesar de serem da classe operária – e que adotaram a marca como uniforme. Ao mesmo tempo em que viu suas vendam explodirem na Inglaterra (e tb as falsificações nos camelôs), a marca passou a ser associada a eles (considerados a escória britânica). Um longo processo – ainda em curso – de reposicionamento da marca e uma busca de maior elitização foi lançado há coisa de uns três anos, na tentativa de se desvencilharem dos chavs.

    Para quem conhece o seriado “Little Britain”, a hilariante (e podre) Vicky Pollard é a versão feminina destas criaturas.

    Para quem quiser saber mais:

    http://en.wikipedia.org/wiki/Chav

    http://www.urbandictionary.com/define.php?term=chav%20culture

    http://en.wikipedia.org/wiki/Vicky_Pollard#Vicky_Pollard

  7. uso Abercrombie & Fitch e adoro as roupas de lá , sim tenho 1,80 sarado e isso me faz exclusivo? Com certeza!

    tão exclusico quanto quem compra Gucci ou a camiseta da loja de camisas do amigo estilista descolado, ou até mesmo quem compra nas lojas de departamento brasileiras e corta as mangas.

    A questão é uso o que me identifico, as cuecas Calvin Klein são usadas por qual tipo de homem?

    acho apenas que o CEO da Abercrombie & Fitch foi muito sincero ao revelar sua estrategia de Marketing.

    No brasil temos um belo exemplo OSKLEN ,

    1. PARA QUAL TIPO DE PESSOAS A OSKLEN FAZ ROUPAS?

      AS REFERENCIAS SÃO:

      esportes de ação e aventura
      casual chic
      urbano e natureza
      orgânico e tecnológico

      NÃO VI GORDOS, FEIOS, POBRES EM LUGAR NENHUM.

      e qual marca tem esse publico? podemos parar de nos fazer de preocupados, queremos consumir beleza, compramos porque somos assim, ou queremos ser assim, nos identificamos com o belo mesmo não sendo.

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