Eu tenho percebido recentemente um novo interesse, em geral, por roupas Vintage. Alguns fatores ajudaram essa volta… um deles seria o seriado Mad Men que já foi mencionado no blog, trazendo o bom e velho terno de três peças e Jaqueline Kennedy como musa das jovens. Há outros fatores como a diminuição de renda, estilistas se inspirando em outras eras e a volta de peças clássicas como o terno, gravata borboleta e o chapéu geraram o que eu chamo de “New Old Love” onde jovens, homens e mulheres, querem roupas de qualidade e individualidade, já que roupas Vintage são peças únicas você nunca corre o risco de vestir o mesmo par de botas que seu amigo na festa. Lojas de segunda mão e brechós são mais difíceis de serem explorados pela imensa quantidade de peças e “objetos não identificados”, porém eu vejo como uma exploração fascinante da história da vestimenta e do próprio objeto. Cada peça conta uma história, e é muito interessante quando podemos descobrir o que há por detrás de um vestido, de um terno ou de uma simples abotoadura. Vintage geralmente tem estilo intemporal e são peças de alta qualidade, já que passaram por tanto e ainda seguem intactas.

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Mas pra você entender melhor e usar Vintage adequadamente observe algumas definições:

Wikipedia diz: Vintage é um termo genérico para roupas novas ou em segunda mão provenientes de uma era anterior. A expressão também é usada em conexão com um ponto de venda, por exemplo, “Loja de roupas vintage.” Também pode ser usado como um adjetivo: “Este vestido é vintage”.

“O estilo vintage transforma em referência o melhor de todas as décadas. Assim podemos dizer que tudo o que relembre os anos 60, 70 ou 80 pode ser denominado dessa forma, desde vestimentas até mobiliário”, afirma Julia Simões, professora do Senac – Santos e Consultora de Moda e Estilo.

NY Times:”Estas lojas surgiram para atender um consumidor jovem e sem dinheiro, que viajava pelo mundo atrás de novas culturas, que buscava na moda uma integração do velho com o novo.”

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O vintage nasceu entre as décadas de 60 e 70. Paris, Londres e São Francisco (USA), foram as cidades onde os brechós ou second hand ( segunda mão) ganharam fama.No Brasil as grandes marcas fazem bazares e comercializam o que “sobrou”; na Europa é mais comum a própria marca ter seu acervo em local especial. Na alta costura também isso é super comum. E atualmente as lojas Vintage nos EUA e Europa já são consideras pontos de hipsters, artistas e intelectuais.

Eu aconselho a mistura do moderno com retrô. Você não precisa pegar pesado e parecer um personagem de um filme Art Nouveou, até porque o Vintage pode dar um charme que você sempre procura com apenas uma peça ou um acessório. Como eu sempre digo: Divirta-se com as roupas e deixe a sua personalidade falar mais alto. Vale a pena também procurar no guarda-roupa do pai ou avô, você nunca sabe o que esperar e quem sabe eles até não te ajudem a encontrar aquela “peça especial” sem precisar mexer no bolso.

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Escrito por Amanda Antunes