Desde o retorno dessa peça no guarda-roupa masculino, seja entre nós jovens ou entre os mais velhos, as variações de modelos começaram a emergir aos montes. A camisa se adaptou às ruas, saiu do escritório, passou para os ambientes mais casuais e para a noite, sem falar nas tribos: as estampas ressurgiram da moda passada (lá pelos anos 60 e 70) para os dias atuais, totalmente revisitadas e modernas. Além disso, as próprias cores e padronagens que antes considerávamos tradicionais e até mesmo caretas (veja sobre as camisas listradas), tomaram outra cara através das fast fashion, principais responsáveis por dissipar e massificar a camisa e colocá-la como número um na lista de “peças que precisamos ter” atualmente.

O bloco de cores

Campanhas antigas da Riachuelo e Renner, respectivamente.

Foi em 2011, na coleção de Pedro Lourenço para a Riachuelo, que vi essa peça surgir de maneira acessível aqui no Brasil. Um tempo (e uso contínuo no streetstyle dos gringos) depois, a Renner também apostou nos recortes P&B na coleção de inverno que iam dos detalhes com tecidos diferenciados (principalmente o couro) nas golas, às mangas, mas aí já não era tão novidade. Nesse novo modelo, o tradicional fica por conta das cores (geralmente P&B) e o moderno entra através dos recortes nada óbvios beirando a um minimalismo resgatado da década de 90. Hoje não é difícil encontrar esses modelos em sites de marcas nacionais e nas próprias fast-fashions. Quem, recentemente, começou a propagar os modelos do estilista Neil Barret, que aposta bem nas camisas com recortes minimalistas, foi Justin Timberlake, clicado algumas vezes com roupas da marca, além de usar massivamente nas  apresentações e premiações da nova turnê.

Alguns modelos que usei para ilustrar este post são da Asos, que entrega no Brasil. Os modelos em P&B, mais básicos, estão sendo substituídos pelos modelos com metade estampada/metade lisa e até mesmo com mix de estampas e outras cores. A novidade também é a combinação de diferentes lavagens de jeans, como esses das imagens abaixo, de uma marca chamada Our Legacy.






Escrito por Dhyogo Oliveira
Blogueiro e designer de moda. Também escreve no Sem Geração.