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Existem muitos mitos sobre a tatuagem na pele morena ou negra. Muitas pessoas afirmam que só podem ser usadas as cores preta, cinza ou branca para que os desenhos apareçam, que a pigmentação não pega ou até mesmo que desbota mais rápido, entre outras afirmações.

A verdade é que existe sim diferença entre tatuar uma pele negra e branca. Não só pelo contraste, mas também porque a pele negra possui mais glândulas sudoríparas (responsáveis pela transpiração) e por isso tendem a ser mais oleosas, propensas a acnes, pequenas lesões inflamatórias nos poros e maior dificuldade de cicatrização.

Não é assim tão fácil pigmentar uma pele negra, mas também não é uma missão impossível. Isso se deve ao fato de que, diferente das peles brancas, a melanina que existe nas células da derme age como se fosse um filtro, escondendo alguns dos pigmentos mais claros do que a pele.

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Para não haver problemas na hora de tatuar, é recomendável conversar com um dermatologista para saber se você pode ser propenso a queloides (cicatrizes grandes comuns em peles escuras), que podem acabar interferindo no desenho e na cicatrização da tatuagem.

“A pele negra é muito sensível e requer um cuidado maior na aplicação da tattoo, pois tem uma forte tendência a queloides e a cicatrização marcada. Por isso muitas tribos africanas adotam a escarificação (produção de cicatriz). Cores quentes, por exemplo, não pegam neste tom de pele. Já as cores frias aderem melhor, mesmo assim, por causa da pigmentação natural (melanina), a tinta precisa ser de tom mais escuro, pois é aplicada embaixo da epiderme, e por isso as tattoos com preto são as mais indicadas”, explica Paulão Tattoo, proprietário do Soul Tattoo.

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Com a escolha de um bom profissional, que converse e explique todos os cuidados e problemas que podem acontecer com o desenho, é possível sim fazer a tatuagem em uma pele morena ou negra. As tatuagens em “black and grey” são as mais indicadas, mas nada impede que a tattoo tenha cores, só é preciso pensar quais são as mais indicadas para cada tonalidade.

Escrito por Guilherme Cury
29 anos, taurino, blogueiro e músico nas horas vagas. Criou o MPH há 7 anos com o objetivo de trazer as principais novidades do universo da moda masculina para o homem que se importa com o que veste.