Um dos grandes astros do momento é Ryan Reynolds. O cara participou de diversos Blockbusters nos últimos anos como “Três Vezes Amor”, “Wolverine: Origens” e ainda protagoniza a grande promessa de Hollywood para 2011: a adaptação para o cinema do herói da Marvel, “Lanterna Verde”.

Admiro Ryan Reynolds por uma característica rara: ser simultaneamente o galã e o brother pra um bom papo. Leia qualquer entrevista do cara e você verá senso de humor e pé no chão, apesar do sucesso na carreira e com o mulherio.

Esse comportamento é fruto de uma combinação de características que merecem nossa atenção no dia-a-dia:

1) Senso de humor

Quem é na balada: filho da inteligência com a criatividade.

Por que valorizar o comportamento: Ver as coisas por um ângulo diferente ou absurdo ajuda a corrigir os próprios erros e exageros. Olhar as situações com isenção e constatar que todo mundo erra em algum momento, traz alívio para você mesmo e para as pessoas do seu convívio. O reconhecimento de um erro traz a sensação de aprendizagem e ensina como agir numa próxima oportunidade. Além disso, faz com que você corrija erros de outras pessoas e se proteja de roubadas sem causar constrangimento.

Exemplo aplicado: O senso de humor do Ryan Reynolds já consertou entrevistas repletas de perguntas cretinas sobre a carreira e o casamento com Scarlet-nora-que-minha-mãe-pediu-a-Deus-de-babar-nonstop-Johanson.

Sem deixar a burrice passar despercebida, Ryan normalmente dribla a roubada e se diverte com os entrevistadores cretinos.

Contra-indicação: você se transformar num Bozo sem foco, se fazer piada virar a prioridade em qualquer situação.

2) Determinação

Quem é na balada: Essência de qualquer conquista. Na prática se traduz em estar preparado, informado, garantir que a oportunidade chegue e que você saiba o que fazer com ela.

Por que valorizar o comportamento: traz resultado

Exemplo aplicado: O início da carreira de Ryan não foi nada fácil. Nascido numa família com o pai e 3 irmãos policiais, o cara nunca teve apoio para se tornar ator. Começou num seriado adolescente de sucesso no Canadá, caiu no esquecimento após o cancelamento do programa. Foi muito desaconselhado a tentar a vida em Hollywood, ignorou a todos e passou um bom tempo procurando oportunidades em Los Angeles até conseguir um bom papel num seriado que o levou a uma chance e reconhecimento no cinema.

Contra indicação: Virar paranóia. OK, você quer vencer, mas isso não exige esquecer da família, da mulher, de fazer amigos, se alimentar e basicamente, ser feliz. Tudo isso faz falta e deve preencher um pouco da sua vida.

A combinação dessas características coloca o ator numa categoria previlegiada de Hollywood: caras nem-tão-boa-pinta, que viram galãs sem se apoiar só na beleza ou na imagem de machão. George Clooney, Matt Damon e Ben Afleck são outros exemplos. Na (nem tão) velha guarda, Bruce Willys mandava bem desde os anos 80 na série “A Gata e o Rato”.

O que a gente pode aprender com eles?

Em 1o. lugar: que mesmo esses caras que estão ricos e potencialmente cheios de mulher não nasceram com a vida ganha. Por isso não têm a necessidade de fazer o tipo Chuck Norris encontra McGiver. Todos citam tempos em ralavam pra conseguir um trabalho e não pegavam ninguém. A quem o Chuck tá querendo enganar? Tenho certeza que ele já ficou durango, brochou, enfim… A vida é assim. Supera, Bradock!

Em 2o. lugar: todos ganharam músculos para um ou outro papel específico (como o Ryan Reynolds na imagem abaixo do “Blade: Trinity”) mas se apoiam na sua sensibilidade e inteligência para ter sucesso. É bom ser sarado mas acredite: há mais pra vida que um biceps torneado!

Em "Blade: Trinity"

Ainda nesse tema: nunca tivemos um tempo onde o homem pudesse ser tão sensível. Isso é muito bacana, traz liberdade, MAS ATENÇÃO: não confunda “sensível” com “bundão”. Ouça e observe as pessoas, seja educado, dê voz ao seu bom coração e a intuição, mas também tenha atitude e pegada em momentos decisivos. Honre suas cuecas!

Na comédia "Três Vezes Amor"

Portanto se quiser atingir seus objetivos, pare de mi-mi-mi e tra-ba-lhe. Sem usar atalhos escusos, a conquista de um projeto, um cargo ou uma mulher interessantes exigem sim dedicação e talento. Mas trazem uma sensação fantástica quando há sucesso.

Caras como o Ryan, com sucesso, humildade e senso de humor ensinam a gente a enxergar as trajetórias da vida com seus altos e baixos e em alguns momentos corrigir a rota para atingir objetivos. Tudo isso com alguma diversão pelo caminho, de preferência, em boa companhia (tipo a Scarlet-meu-Deus-porque só-tem-uma-Johanson) pra vencer, saboreando e compreendendo a própria história.






Escrito por Daniel Blum