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A cada filme que assistimos de ficção científica, nos vêm à cabeça um único pensamento: o homem já inventou de tudo. Com certeza, um dia isso poderá ser criado, inventado ou construído.

Os dias passam, a rotina continua e aquilo parece tão remoto e distante que cai no esquecimento. Isso acontece com muitas coisas que duvidávamos existir ou pensávamos que só quando fôssemos idosos iriam existir ou mesmo deixávamos de lado, pois sabe se lá se estaríamos vivos para ver.

Não é que em tão pouco tempo de vida a gente já presenciou tanta coisa tida como do “futuro” acontecer?

Quando que nós imaginaríamos que existiriam pessoas caçando pokémons na rua? Ou que as pessoas poderiam misturar desenho animado com realidade (realidade aumentada)?

Não existem pokémons e nem desenhos animados no mundo real. Mas parece que estamos vivenciando o filme: “Uma cilada para Roger Rabbit”. Era surreal ver aquele monte de cartoons (desenhos animados) misturados a seres reais. Aquilo era coisa de TV, de filme de Hollywood. Pois bem, anos após nós pudemos viver essa experiência ao vivo e em cores.

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A indústria como sempre atenta ao mundo que a cerca e, óbvio, depois de muita pesquisa de consumo percebeu que isso pode se tornar uma aliada às vendas.

Você não precisa ser funcionário do IBGE para perceber que o brasileiro está passando mais tempo voltando sua atenção ao celular mais do que qualquer outra coisa. Obviamente que o fenômeno é mundial. O smartphones revolucionaram nosso modo de comunicar, agir e pensar.

Por isso, as indústrias da moda e de cosméticos já têm na manga uma carta. A realidade virtual cada vez mais será usada na hora de se comprar produtos. Está pensando que só a Cher, das Patricinhas de Bervelly Hills, podem provar roupas pelo computador? Nana nina não. Qualquer um, na hora de comprar um produto, sem sair de casa e, claro, por meio da tela do celular, poderá experimentar o que deseja consumir.

A GAP, em parceria com o Google, lançou o Dressing Room App, que possibilita aos clientes provarem suas peças sem ao menos pisar na loja. A app funciona da seguinte maneira: você envia dados como altura e peso e aplicativo faz um manequim 3D com as suas medidas. Depois disso, boas compras. Experimente o que e quando quiser e veja como as peças ficam no seu corpo.

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A Converse fez o mesmo. A marca criou um aplicativo que permite aos seus clientes verem como fica um par de tênis em seus pés sem ter que ir à loja física ou ter contato direto com a peça. É só apontar a câmera do celular em direção dos pés a partir do aplicativo The Sampler.

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Algumas marcas usam o recurso na própria criação das peças de modo que uma estampa ganha movimento quando enxergada através de um app, por exemplo, como em recentes coleções infantis criadas pela Riachuelo e pela Marks & Spencer.

As marcas de cosméticos e beleza é que vão se dar bem nessa. As pessoas poderão ver a cor do batom em tempo real, como faz para aplicar aquele creme ou base. Aliás, os homens não precisam mais passar vergonha ao comprar maquiagens ou produtos de beleza. Terão todo acesso e informação sem sair de casa.

A L’oreal e Sephora já dispõem de aplicativos que permitem a pessoa se ver em tempo real usando seus produtos em diferentes cores.

A Sephora dedicou-se a um ano de pesquisas, junto à empresa techie ModiFace, para desenvolver o The Visual Artist. Disponível no app da loja, a ferramenta de reconhecimento facial não apenas projeta como um tom de sombra ou tal batom ficaria no rosto dos consumidores como também oferece tutoriais, de maneira que você pode virtualmente sobrepor camadas de produtos passo a passo.

Todo mundo compra o que gosta ou o que sabe usar. E mesmo com a informação batendo na nossa porta, nem todos a procuram. Por isso, a Sephora dá o tutorial completo para o uso do produto.

A cada dia que passa a tendência é que a realidade virtual e a real misturem-se cada vez mais. As empresas irão concentrar bilhões de dólares em pesquisas para cada vez mais aproximar produto e consumidor. Mas não só isso, tornar o produto cada vez mais um desejo de consumo.

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A aproximação entre produto e smartphones é uma sacada básica de sobrevivência. Tendência básica é que o m-commerce (mobile commerce) só aumente, mas como tudo leva tempo para se firmar. Investimentos, tecnologia devem estar aliados à educação e conhecimento do consumidores, o que demandam um período de aceitação do público.

Novos passos foram criados e novos rumos de mercantilismo estão sendo construídos. Uma nova era está ai.

Escrito por Diogo Rufino Machado
Ariano. Apaixonado por moda masculina e música eletrônica. Advogado. Jornalista de moda e blogueiro nas horas vagas.