As semanas de moda masculinas estão a todo vapor. Agora é hora de comentar um outro desfile que nos chamou a atenção durante a semana de moda de Berlim que aconteceu no início dessa semana. Alguns estilistas utilizam a passarela para mostrar as tendências, outros vão além e são extremamente conceituais (entenda aqui) e outros a usam como forma de protesto.

Esse foi o caso do estilista alemão Philipp Plein que foi além do comum e usou a passarela para alertar, conscientizar, protestar ou, para algumas opiniões, apenas polemizar. O estilista que tem um histórico polêmico em suas campanhas (uma delas traziam 2 irmãos homens se beijando), colocou os modelos na passarela segurando fuzis, rifles e metralhadoras com corpos tatuados com frases do tipo “só se mata por amor verdadeiro” e cabeças cobertas que lembravam soldados no meio de uma guerra. O ponto reflexivo do espetáculo ficou por conta dos ursos que alguns modelos carregavam em um dos braços livres de armas, o que provocou um contraste da imagem entre guerra x paz, e uma percepção certamente diferente para cada um que esteve presente no desfile. A coleção de roupas, por sua vez, não foi nada inovadora em matérias de design, mas sem dúvidas propôs um questionamento por parte dos fashionistas.

Quero saber a opinião de vocês! Esse tipo de desfile é válido ou inibe a coleção da marca?






Escrito por Dhyogo Oliveira
Blogueiro e designer de moda. Também escreve no Sem Geração.