No ano passado bati um papo com Rafael Bernardo, baiano de Vitória da Conquista, cantor desde os 7 anos de idade, mas sua relação com a música vem desde os 3 quando começa a aprender a tocar alguns instrumentos musicais. Compositor, estudante de jornalismo e finalista do programa Ídolos da Rede Record, Bernardo tem de 24 anos.

Falando sobre música, moda e novos rumos, retomamos o bate-papo agora em 2012 para uma entrevista aqui no MPH, confira:

Qual a sua relação entre a música e a moda?

– Minha relação com a música é direta, afinal, sou músico e ainda daqueles que tem a sensação de ter a obrigação de ser. Acho que assim como a música, a moda é uma ferramenta pra comunicar, não sou dos mais ligados ou antenados nas tendências, mas me interesso até onde consigo ir.

Onde você se acha na música? Quais são as suas referências?

– Eu sou uma mistura de tudo. Nasci na Bahia, na infância estudei música clássica, cresci cantando música gospel, já na adolescência, comecei a cantar música popular e daí nunca mais parei de experimentar. Gosto de tudo que transmita verdade, mas sempre rolam umas preferências e meu coração bate forte pelas melodias do Jazz, do clima do R&B, da emoção quase viva da música Gospel e pela vivacidade do batuque baiano. É, eu sou uma mistura. rs

Qual o seu estilo na moda preferido?

– Que medo de soar loser e sem critério. Haha Venho tendo fases. Já tive na fase da camisa pólo, sapato e cinto combinando ( MEDO. Haha). Já tive a fase não ligo pra nada visto o que me der vontade, depois fui pra fase “rato de brechó” – essa foi a que mais durou e nem sei se ainda sai dela… rs – agora eu to descoladinho, pensando no conforto, na praticidade que a roupa me traga e o que ela agrega à rotina que levo de muito ensaio, cantorias e horas de palco.

Quem te veste?

– A internet. Haha brincadeira. Mas é que sempre vou atrás do que estão usando por aí na rede. Nem sei se isso é uma coisa boa, mas o “lookbook.nu” é favorito no meu navegador porque sempre vou lá ver o que ta rolando. Mas quando estava em São Paulo
fazendo a minha temporada de MPB tinha o apoio de uma grande amiga e figurinista, a Nicole Nativa. Agora que estou na Bahia em pesquisa e construção do meu próximo projeto, ainda não chegamos na parte do visual, mas estamos quase lá.

Você se acha na moda?

– Não viu… eu até tento ter alguma coisa ou outra que está na moda ou em evidência, mas acho meio difícil pra mim que sou tão desligado me manter em direta sintonia com a moda que é esse universo gigante e em pura profusão de idéias. Todo dia uma novidade, eu acho complicado de seguir, mas não impossível. Ta aí, vou colocar isso nos planos pra 2012. Risos.

O que não falta no seu guarda-roupa?

– Sapato, sempre eles, onde meu coração bate forte. rs e também aquelas batas com vibe hippie, sabe? Faz um certo sentido com a vida que levo hoje aqui na Bahia e com o gênero musical que trabalho, mas sério, sapatos/tênis são as melhores coisas dessa vida depois do sol, do mar e o acarajé da Bahia. Risos.

O que seria pra você Moda Para Homens?

– Como acredito que a roupa comunica, fico com a sensação de que Moda para Homens é conseguir fazer-se notar e entendido através de uma peça ou várias. Não que isso seja algo fácil e/ou necessário, mas é bacana tornar a leitura do outro a seu respeito mais interessante através do que você está vestindo.

No seu twitter tem a seguinte descricao “quase ídolo”, o que você levou dessa experiência?

– Até hoje levo “bronca” por causa disso, mas é só piada. As pessoas que me seguem no twitter, os meus ‘estranhos’ (jeito carinhoso que falo com eles, os fãs, amigos da rede) já sabem que sou diferente do que fui durante aquele período. A propósito já são mais de três anos desde aquela minha primeira aparição. Naquele tempo eu não tinha como me expor mais do que fiz, não tinha condições de mostrar quem eu era através de um minuto e meio de música, mas hoje ‘os estranhos’ já entendem as minhas – muitas – piadas. Ah! De experiência eu levo comigo os grandes momentos que vivi naquele período, os grandes amigos que fiz, as grandes parcerias que surgiram depois de tudo aquilo e as possibilidades, elas me fascinam.

O programa Ídolos da Rede Record mudou sua relação com a música?

– SIM! Parece estranho dizer isso, já que eu já era músico antes daquele período, já cantava há anos, mas ainda assim, toda aquela experiência me ensinou num espaço de tempo minúsculo o que eu levaria anos pra aprender na vida ou na noite. Por isso
sempre falo com orgulho daquele momento da minha vida, momento único que me trouxe pessoas maravilhosas e me deu a chance de cantar pra um número de pessoas que nem eu ou você podemos contar. Isso não tem preço ou prêmio que compense.

Quais são seus projetos agora?

– Depois dos meus mais de cinco anos de São Paulo, cidade que amo e considero minha por direito – Risos – eu estou de volta à Bahia. Não deu pra agüentar a saudade dos pais, dos amigos e da forma como a música se manifesta aqui, é diferente. Hoje estou em pesquisa de repertório e gravação de base pra o meu primeiro disco que ainda não tem nome, gênero ou classificação. Ta tudo tão novo nessa fase da minha vida/música que eu ainda nem consigo dar nome. Só sei que tem me feito feliz, já até há algumas coisas prontas, mas como é ainda um conglomerado de fatos e idéias eu nem posso dividir com vocês e com os estranhos’, mas nós estamos quase lá.

Um som pra escutar, um artista pra gostar e um estilo pra seguir:

– Emeli Sandé (nova, viciei, não consigo parar de ouvir), Ben L’oncle Soul (Cantor Francês, mas que canta em inglês também, tem as melhores versões pra hits dos anos 90 e é o cara que mais imito os figurinos do mundo. Xiu, segredo. RS) e imitem o Vinicius Uehara, um muleque brasileiro que, pra mim, tem os melhores looks. Não sei se serve pra qualquer um,
mas vamo lá: lookbook.nu/viniuehara. Enjoy.

My Space Do Rafael Bernardo: myspace.com/rafaelbernardo






Escrito por Acauan Malta