Você já deve ter reparado que as campanhas contra a homofobia estão mais intensas e ganham força devido as mídias sociais, seja através de blogs, hotsites, vídeos virais, comunidades do orkut, eventos no facebook, campanhas com hashtags no twitter e o exemplo do premiado curta-metragem “Eu não quero voltar sozinho“, do cineasta Daniel Ribeiro.

Apesar de ter ganhado diversos prêmios nacionais e internacionais, como o 26º Torino GLBT Film Festival de Turim, na Itália, o mesmo curta teve a sua exibição proibida no Acre, estado brasileiro regido pelas mesmas leis que nos garantem a liberdade de expressão.
Mas e quando a censura, além de cultural ou social, passa a agressão física? Recentes casos divulgados na mídia nos fazem pensar que este tipo de comportamento aumentou, mas acredito que o preconceito sempre foi intenso, porém, atualmente ele é mais divulgado pela imprensa. E mesmo assim, infelizmente, muitos gays agredidos não fazem denúncias formais por vergonha ou medo de retaliações.

Um soco no olho pode doer ainda mais no dia seguinte, quando no trabalho, para os amigos ou para a família, você é obrigado a mentir que participou de uma briga no bar ao invés de dizer que simplesmente estava andando na rua e apanhou sem motivo algum. Em alguns casos, a vítima nem mesmo sabe o rosto do agressor ou de onde ele veio!

Mas o que incentiva um hétero a agredir ou descriminar um gay? Existem vários motivos alegados, como a religião, Deus, bons costumes, aquele grupo que prega o ódio ou a desculpa mais frequente de todas:A bicha deu em cima de mim, aí eu quebrei a cara dele“.

Se você acredita na frase em negrito, este parágrafo é para você: Imagine ser espancado a cada vez que você paquerou uma garota que não sentisse atração ou não quisesse ficar com você!? Meu amigo, caso aconteça de você ser abordado por alguém do mesmo sexo, diga “Não, obrigado!”, esta é uma atitude civilizada e que já deveria ser ensinada na escola. Aliás, se você reparar, as crianças não nascem preconceituosas, esta é uma atitude que se aprende com os adultos. E cá entre nós, se um gay te olhar fixamente, acredite, ele pode não estar afim de você, ele simplesmente pode ter adorado a sua roupa ou odiado o seu corte de cabelo. Entendeu a piada? O motivo do “olhar” pode ser qualquer coisa, quem imagina que seja por atração física é você.

Na minha opinião, o real motivo das agressões é o medo, medo de provar, medo de admitir para si mesmo que sente atração também, medo de ser você mesmo, medo de respeitar alguém que gosta de algo diferente de você, medo do que é novo e… pura ignorância e falta de amor ao próximo.

Já foi provado que o universo é infinito, sabemos que existem milhões de espécies diferentes no planeta e outras milhões que ainda nem foram descobertas, então por que acreditar que as pessoas devam ser iguais, sendo que cada indivíduo nasce com um DNA diferente?

A causa contra a homofobia não é uma luta apenas dos gays, é uma luta de todos que acreditam e respeitam a diversidade e individualidade de cada um. Na minha modesta opinião, passar óleo no corpo e dançar de sunga “animal print” em cima de um trio-elétrico na avenida Paulista anualmente não vai fazer com que o preconceito seja amenizado, muito pelo contrário.

Uma iniciativa inspiradora é o projeto #EuSouGay, do vídeo acima. Com o slogan “Somos juntos em nossas diferenças” e uma trilha sonora fantástica, podemos ver não só gays, mas os seus pais, avós, irmãos, amigos e companheiros. Todos sonhando com um mundo onde cada um tenha o direito e felicidade de ser o que é.

Esqueça os rótulos: homossexualidade, heterossexualidade ou bissexualidade. A natureza criou a sexualidade para você ter liberdade!






Escrito por Felippe Canale
Jornalista e produtor de conteúdo. Veja mais no site eaiconteudo.com.br.