blazer

Uma das primeiras peças que o homem inclui no armário logo após sair da faculdade ou ganhar aquela promoção no trabalho, é o blazer. Ele é a peça que representa a maturidade e a responsabilidade do homem. Vem, na maioria das vezes, junto com o restante do traje “oficial” do ambiente de trabalho formal: terno, sapato social e gravata. Eu não sou do meio corporativo e, por isso, nunca adotei a peça para o meu dia-a-dia.

Blazer

Aqui no Brasil a gente tem a mania de pensar de que existem somente dois trajes para o homem: o do trabalho e o para sair nos finais de semana. Mas a história vai muito além e eu descobri que o blazer é uma peça muito útil para as mais diversas situações e não necessariamente precisa ter aquele mood careta e certinho. Adotá-lo pode ser a maneira que você procura para dar um upgrade na roupa do dia-a-dia e deixar o look pronto para circular em qualquer ambiente.

Se você pensa em adotar o blazer para transmitir uma imagem mais sóbria (trabalho novo, reunião com cliente, eventos mais “sociais”) ou simplesmente adotar uma postura mais adulta no seu círculo de convívio sem correr o risco de parecer “coxinha” ou ter aquele visual arrumadinho-sem-graça, fique de olho nas dicas abaixo e veja como não é nada de outro mundo. As dicas vão para cada estilo de homem: básico, estiloso, fashionista, casual e rocker.

1. Básico

O homem básico não costuma se preocupar com a combinação de peças. Por isso, geralmente o blazer cinza é o ideal, por combinar com todas as cores. Ele não é tão formal quanto o preto e pode vir acompanhado de peças muito simples como camisetas lisas, calças jeans reta e tênis esportivo (peças já conhecidas e usadas por homens desse estilo). Repare na foto abaixo: o visual é simples, natural e muito adequado tanto para ambientes de trabalho quanto para lugares mais casuais. O bom do estilo básico é que a preocupação com cores, tecidos e moda, fica em segundo (talvez terceiro ou quarto) plano, e o blazer atualiza o visual sem o menor esforço.

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2. Estiloso

O homem estiloso já sabe ousar um pouco mais, e de forma muito natural. Sabe usar um óculos escuro e combiná-lo com a roupa, opta por calçados diferentes e se preocupa que a combinação de peças esteja harmônica. Gosta de estampas mais discretas, mas prefere não combiná-las entre si. O blazer, para esse estilo, é um plus no visual e pode vir acompanhado de bermudas, calçados da moda e estampas discretas. invista na combinação!

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3. Fashionista

O fashionista está por dentro das tendências de moda e sabe o que está sendo usado pelo street style. Na medida em que se inspira e busca informações em sites, revistas e blogs, aprimora seu visual e se permite arriscar mais. Não existe um blazer ideal para esse estilo. Se a peça for mais larga, justa ou tiver cores mais fortes e estampas, o fashionista vai saber adaptá-lo e ter as peças certas para combiná-lo. Uma dica é sobrepor à peças simples, e não necessariamente vesti-lo: além de ser uma maneira atual de usar a peça, se mostra adequada para a instabilidade do inverno brasileiro. Mas cuidado: é preciso saber manter a pose!

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4. Casual e confortável

A prioridade para esse estilo de homem é estar com peças confortáveis e que tenham um bom caimento e tecidos. Atualmente há blazers em moletom e linho, que caem como uma luva para o estilo casual e despretensioso. É uma maneira nada básica de vestir-se, porém demonstra que a preocupação no visual é com o bem-estar. As cores claras são as mais escolhidas, e podem sobrepor-se tanto a peças escuras quanto da mesma tonalidade.

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5. Rocker

O rocker tem atitude e personalidade. O blazer faz as vezes da jaqueta de couro que, muitas vezes, não são bem vistas em alguns ambientes. O ideal é resgatar o estilo rockabilly, que esteve em voga nos anos 1950, e investir em blazers com modelagem slim. Combine a calça skinny já conhecida pelo estilo rocker, sapatos como brogue ou botas e camisetas básicas (pode até ser de banda). O plus do estilo é investir em peças estampadas, como o xadrez da imagem abaixo.

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Escrito por Dhyogo Oliveira
Blogueiro e designer de moda. Também escreve no Sem Geração.