Você certamente se lembra da mostra Cow Parade, na qual vacas eram vistas pela cidade de São Paulo distribuindo criatividade, cores e exuberância em suas mais diversas formas.

Agora é a vez da Call Parade, na minha opinião, uma das ideias atuais mais geniais para se promover uma troca de marcas e incentivar a comunicação através da arte.

Saiu a Telefônica e agora entrou a Vivo, que resolveu pintar 100 orelhões com a ajuda de 10 artistas convidados por ela própria, além de mais 90 outros escolhidos por votação do próprio público no site da empresa. Mas por que promover e investir na Call Parade?

Se você tentar usar algum orelhão na cidade, certamente vai ter dificuldades. Ok que grande parte da população possui aparelhos móveis, os tais dos celulares, mas em um momento de emergência, infelizmente, grande parte dos orelhões estarão quebrados em consequência do vandalismo. A Vivo divulgou que, mensalmente, 25% dos aparelhos paulistas são danificados e a manutenção disso gera milhões em prejuízo.


(Os artistas Cláudio Tozzi e Eduardo Kobra, 2 dos convidados pela Vivo)

A forma encontrada para chamar a atenção da mídia e da sociedade para este problema foi semelhante a de quem deseja evitar a pixação de muros: preenchê-los com algo que desperte o sentido da preservação, a arte! É inspirador pensar que uma pessoa evite a depredação ao se deparar com uma criação de um artista. A Call Parade chega não só para embelezar as ruas, mas também para promover a comunicação. A intenção dos organizadores é de espalhar o projeto para os 48 mil orelhões existentes na capital através do “recrutamento” de novos talentos de cada região da cidade.

Você poderá ver os aparelhos customizados na Avenida Paulista, Brigadeiro Faria Lima e República do Líbano, além de bairros como Vila Madalena, Sé, Pinheiros, Liberdade e na comunidade de Paraisópolis.

Estou ansioso para ver o resultado, a Call Parade começará oficialmente no dia 20 de maio e irá até o dia 24 de junho. Após esta data, o futuro dos “orelhões artísticos” será uma surpresa, assim como uma ligação inesperada.






Escrito por Felippe Canale
Jornalista e produtor de conteúdo. Veja mais no site eaiconteudo.com.br.