Há uma tênue linha entre o ser adequado e a elegância. Ela passa especificamente pela postura oferecida e proposta pelo ambiente. Isso se chama estilo. E aqui, dentro definições tão singelas e padronizadas, o estilo mistura-se com o modo que você se comporta dentro de uma sociedade tão padronizada e dependente do que não é.

Assim, se tratando da necessidade eminente de alcançar destaque em uma sociedade
competitiva, surge um novo formato de aparição: o da normalidade.

É tanta gente querendo ser diferente que todo mundo anda igual

Os estereótipos debatidos e ridicularizados por meio de redes sociais fazem da inclusão em um determinado nicho de pessoas cada vez mais competitiva. Talvez influenciada pelos filmes de Sessão da Tarde onde a líder da torcida ou o capitão do time de futebol americano são os personagens vitoriosos e protagonistas, vivemos uma incrível e triste busca pelo estrelado homônimo. É como se, cansados pela falsidade vivida em décadas, fossemos pautados a destacarmos por nós mesmo.

Assim, surgem os papéis individuais. Indivíduos sem referencias, ídolos e metas. Apenas formatos consumidos de um modo que, mesmo de modo subjetivo, influenciam nosso modo de se vestir e viver. Esse papel, o da espontaneidade quase anarquista de viver, tem sido importantíssimo na criação de novos formatos e título. O que é um grande paradoxo, uma vez que o ideal é fugir disso.

Nos remodelamos – ou pelo menos devíamos– visando o atual. Nenhum editorial de moda deve ser tratado como guia ou referência. Mas sim, uma inspiração. No máximo uma inspiração. Gostamos de ver criações novas, é verdade. Mas nenhuma criação verdadeira se baseia de algo que vai além da percepção do artista.

Assim destaca-se em um mundo tão fake: sendo propriamente real. Não é preciso muito pra isso.

Basta ter cara de quem sabe o que está fazendo.

Esse texto é resultado de um projeto apoiado pela Citroën de troca de conteúdo, você pode conferir os próximos no:

Papo de Homem

Marketing na Cozinha






Escrito por Papo de Homem